A mente humana tem habilidades incríveis que você aprende a caminhar dentro de si e a exprolá-las. E se caminhar, não tenha medo de se perder. E se se perder, não tenha medo de mudar a rota. E se mudar, repense sua vida, mas não desista. Dê sempre uma nova chance a si mesmo.
Que este tema possa contribuir para que você entenda que mentes brilhantes não são privilégio de heróis nem de gênios, mas de mentes dispostas a serem treinadas.
Esta é a mensagem de abertura que inaugura a coleção “Minutos de Inteligência” com reflexões de Augusto Cury. Neste primeiro volume o autor discorre sobre a inteligência do amor, o autoconhecimento, o treinamento psíquico, o despreparo da mente e suas consequências no plano individual e social, a síndrome do pensamento acelerado, que nos estressa, bloqueia a inteligência e nos impede de resgatar o prazer de viver, entre outros temas de inegável atualidade e relevância.
Qurm não conhece minimamente a própria mente, pode até não ferir os outros, mas frequentemente fere a si mesmo, pune, exige-se demais, não admite errar, preocupa-se em excesso com a opinião dos outros. Diminui-se e torna-se um carrasco da própria emoção. Para viver com a mente e o corpo saudáveis, precisamos de doses elevadas de emoção, mas sem dispensar doses serenas de razão. Obriga a pensar que somos a única espécie, em meio a milhões na natureza, que pensa, tem consciência de si mesma e escreve sua história. Um privilégio indescritível, é verdade. Mas temos escrito uma história que nos liberta ou nos aprisiona? Que expande nossa autoimagem ou sufoca nossa autoestima? Que liberta nosso imaginário ou deprime nossa inventividade? Que expande nossa inteligência ou bloqueia nossas habilidades?
Muitos vivem em sociedades livres, porém são escravos de suas emoções. Escravos modernos, algemados pelo medo, insegurança e angústia; sem amarras físicas, mas acorrentados por preocupações irrefreáveis, por pensamentos perturbadores e por uma mente inquieta, ansiosa, agitada, que pensa descontroladamente e teima em não relaxar. O grande desafio das sociedades modernas não é ter espaço para protestar, ambiente para expressar suas ideias e condições para consumir produtos e serviços. Não, o grande desafio é treinar a nossa mente para ser livre e tranquila num dos territórios mais difíceis de se explorar do universo, o planeta psíquico. Tão próximo e tão distante. Desconhece-se o quanto já se explorou esse planeta, mas sabe-se que a maioria de nós vive na supefície, não penetra nas camadas mais profundas da mente. A PSIQUE, TREINAMENTO DA MENTE E OS COMPUTADORES
Em atençao às evidências, temos que os computadores, mesmo os mais rudimentares, conseguem processar mais informações do que qualquer ser humano. Parecem mais complexos que a nossa mente , mas nenhum deles conhece e jamais conhecerá o que é o sabor da alegria, o paladar do amor, ou irá sofrer por antecipação, recuar, sentir culpa, viver a dor do outro ou sequer experimentar uma pequena dúvida. São maquinas simplistas, embora possamos considerá-las sofisticadíssimas, não?
Qualquer ser humano, seja um medigo socialmente renegado, uma pessoa em surto psicótico ou um alcoólatra caído pelas ruas sem nenhum controle sobre si mesmo, é milhões de vezes mais complexo do que a mais complexa das máquinas criadas pelo homem. Eu e você podemos falhar em diversos momentos, às vezes estupidamente, mas até nossas falhas são frtutos de nossa sofisticação.
Nossas gritantes diferenças em relação aos computadores não estão no mundo da lógica, e sim no universo da consciência existencial e das funções da inteligência que ultrapassam os limites da lógica. Na teoria da Inteligência Multifocal, desenvolvida ao longo de mais de vinte e cinco anos, sobre o processo de funcionamento da mente, de construção de pensamentos e de formação de pensadores, aponto que a consciência existencial é o fenômeno mais complexo da psique. Jamais um computador terá consciência de si mesmo. Você tem essa consciência, por isso quando sofre, chora ou se alegra, esses acontecimentos são únicos no universo.
A maturidade, a afetividade, a serenidade, a ousadia, a flexibilidade, o altruismo, a tolerância, a humildade, a simplicidade, enfim, todas as funções da psicologia “intrapsíquica”precisam de muito mais do que milhões ou bilhões de dados para serem construidas. Os computadores não irão produzi-las, a não ser pela simulação. Elas só podem ser alcançadas pela mente humana. Mas para isso , necessita-se de treinamentos e mais treinamentos da emoção e do intelecto.
Da mesma forma, a psicologia educacional requer tais treinamentos. Acreditamos, ingenuamente, que, pelo fato de os alunos se sentarem nos bancos de uma escola, do ensino fundamental à universidade, saturarem sua memória de informações e, por fim, passarem nas provas escolares, estarão preparados para a vida. Esse pensamento é um erro crasso. Até para desenvolver um “amor inteligente” estarão despreparados.
Entulhar informações na memória os prepara para ser estressados para a vida, pois informações não elaboradas aceleram, como veremoss, os pensamentoss e expandem a ansiedade. Mentes aceleradas ou agitadas ao cabo destroem a tranquilidade, o prazer, o encanto. Talvez estejam preparados para ser executores de tarefas e consumidores, mas não pensadores que lapidarão a si mesmos e a sociedade.
Devemos estar conscientes de que os treinamentos propostos aqui têm de ser trabalhados continuamente. Na mente humana, nada se incorpora num passe de mágica, numa leitura rápida ou numa palestra. É necessário uma trajetória de exercício de semanas, meses e anos.
Na psicologia interpessoal, que estuda as relações sociais, o exercício psíquico é igualmente importante. Quantos pais não têm a intenção de ser mais calmos com os filhos, professores menos ansiosos com seus alunos, executivos mais sociáveis e criativos em suas empresas, amantes menos críticos e mais distribuidores de elogios, mas falham? Talvez oitenta por cento de nossa vontade de mudar resulte em nada.
Que bom seria se em todas as escolas do mundo, inclusive nas judaicas e palestinas, os alunos treinassem seu “eu” para entender que toda escolha envolve perdas, que o objetivo da maturidade psíquica é mais do que ganhar a discussão, é “ganhar” ou conquistar o outro! Tal leva à ilação de que uma mente mal treinada pode transformar as relações sociais num inferno interminável. (Segue).
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É advogado (OAB/AM 436). Cursou Direito, Comunicação Social (Jornalismo) Contabilidade, Oratória, Lecionou História, Articulista, Ex-func.BEA e Bco.do Brasil.Contato [email protected].














