Esquema e corrupção

Em: 4 de dezembro de 2025

Hoje, entre um copo de cerveja e outro, e ouvindo vizinhos de mesa falando de futebol, das antigas, me lembrei da famosa e popular “Lei de Gérson”, cujo foco é que “o brasileiro gosta de levar vantagem em tudo”. Talvez esta Lei seja verídica, ao menos para parcela dos meus patrícios. Mas, se analisarmos sem emoção, com a mais pura frieza, provavelmente veremos que muito do que ocorre no nosso cotidiano e desde os homens das cavernas ou do jovem casal nos Jardins do Éden, confirma a lei em comento. Será que, por exemplo, todas as Declarações de Imposto de Renda de Pessoas Físicas são correspondentes à toda verdade? Será que se um político oferecer uma vaga de emprego para um filho e para uma filha, você recusaria por não ter sido por meio de concurso? Enfim, existem bilhões de situações análogas a estas de exemplo, que justificam, para muitos, a extrema capacidade de “se dar bem”. No entanto, por vezes, observo muitas situações em que determinadas pessoas criticam absurdos de ilegalidades e apadrinhamentos, aqui e ali, corrupção escancarada, crimes abjetos, mas, simultaneamente, concordam que seus filhos sejam colocados no mercado por pessoas iguais ou piores que os seus críticos. Alguns até sobrevivem pelos “favores” de criminosos. Tudo isso me me fez refletir e, cheguei a uma conclusão, pleonástica para muitos, mas inédita para outros mais. Existem brasileiros que diferenciam esquemas de corrupção. Um esquema é quando sabe-se que é ilegal, criminoso, antiético, mas me conseguiu dinheiro, empregos para os filhos, ou outra alguma  vantagem. Corrupção é quando só beneficia estranhos, e eu nada ganho. Quer confirmar ou contradizer? Simples: apenas leia e escute o mundo. E por fim, não me posiciono. E a vida segue ! Com cervejas ! Geladas !

Carlos Alberto da Silva

Coronel do Exército, na Reserva, professor universitário, graduado em Administração e mestre em Ciências Militares
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