‘Missão de desenvolver a região’

Em: 12 de outubro de 2014
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O BASA (Banco da Amazônia) estima encerrar o exercício de 2014 com um R$ 1,2 bilhão em liberação de recursos do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) e Edital de Patrocínios, no Amazonas. Para 2015 a expectativa é de R$ 3,6 bilhões de recursos orçamentários para serem aplicados em projetos que contemplem os segmentos esportivo, social, cultural, ambiental, feiras, exposições e congressos. Desse montante 11% serão aplicados no Estado e os demais na Amazônia Legal, região de abrangência do banco. Para esclarecer as principais questões sobre o Edital de Patrocínios, entrevistamos o superintende Regional do Basa, Donizete Borges de Campos.

Jornal do Commercio – Como está o balanço do Basa e a expectativa faltando apenas um trimestre para encerrar o exercício 2014?
Donizete Campos – Estamos com R$ 1 bilhão em avaliação, já aplicamos cerca de R$ 400 milhões, ou seja, a nossa proposta aqui é atender esse R$ 1 bilhão até dezembro deste ano. É nosso compromisso no Amazonas de chegarmos a R$ 1,2 bilhão ainda neste ano. Sabemos que temos um caminho a percorrer e estamos correndo contra o tempo para que possamos atender aos anseios da sociedade amazonense.

JC – Sobre os projetos de viabilidade econômica para expansão, diversificação e atualização de atividades instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus) e novos negócios, seja no segmento comercial ou industrial, como o Basa vem fomentando essa região de abrangência da ZFM (Zona Franca de Manaus)?
DC – Esses são projetos econômicos e não entram na escala de Patrocínio. A missão principal do Banco da Amazônia é desenvolver a região e nós temos esse recurso de fomento que no ano passado aplicamos aqui, no Amazonas, de forma inédita um R$ 1 bi, voltado para todos os segmentos da economia, ou seja, comércio, prestação de serviços, no Polo Industrial demandou muito recurso no ano passado.

JC – Neste caso como funciona o recurso do FNO, administrado exclusivamente pelo Basa?
DC – Neste caso é elaborado um projeto econômico que vai demonstrar a viabilidade econômico-financeira desse negócio. Em aprovado o projeto, o empresário pagaria em 12 anos, com uma carência de quatro anos mais oito anos em parcelas acrescidas de juros subsidiados em torno de 5% a 6% ao ano. É um conjunto de benefícios disponibilizado pelo FNO onde o Banco da Amazônia é o gestor, administrador desses recursos na região Norte. Não existe esse recurso no mercado financeiro.

JC – Houve no passado um grande questionamento, dos propositores de projetos, de que havia um excesso de burocracia interna vinda do antigo quadro de pessoal que estavam resistentes à nova realidade com a chegada dos processos informatizados. Inclusive de se adequarem ao novo perfil de trabalho do próprio Basa e com isso surgiram impedimentos que inviabilizaram vários projetos. De que forma o banco vê essa situação? Esse pessoal está sendo reciclado?
DC – Se não estão, deveriam estar todos reciclados. A questão dos projetos econômicos, nós já fizemos três reuniões com os economistas, administradores, contadores que são pessoas e empresas aptas a elaborarem projetos para tentar mostrar onde estão as maiores dificuldades. Inclusive com a participação de nossa área técnica para sanar essas falhas e dar maior celeridade no atendimento dessa demanda. E infelizmente essa questão do projeto econômico temos enfrentado dificuldade na qualidade dos projetos apresentados.

JC – Qual o orçamento previsto para 2015 e de que forma será aplicado pelo Basa?
DC – O Banco está com um orçamento para 2015 de R$ 3.695.342 (três milhões seiscentos e noventa e cinco mil, trezentos e quarenta e dois reais) para serem distribuídos em patrocínios dos mais variados segmentos.

JC – Quais são esses segmentos?
DC – Destacamos o esportivo, social, cultural, ambiental, feiras, exposições e congressos. Os projetos em seus variados segmentos deverão possibilitar ações de relacionamento com clientes do Banco da Amazônia.

JC – Existe um percentual desse orçamento destinado aos projetos do Amazonas?
DC – Iremos trabalhar na ordem de aproximadamente 10% a 11% do total desses R$ 3,6 milhões. E o restante deverá ser distribuído na área de atuação do Banco da Amazônia em toda a Amazônia Legal.

JC – As inscrições dos projetos podem ser feitas até que data?
DC – A data limite para que esses projetos sejam entregues ao Banco da Amazônia é até o dia 14 de novembro, véspera do feriado. Eu pediria que não atrasasse porque não serão recepcionados projetos que chegarem depois dessa data. Então é muito importante que em 14 de novembro os interessados deem entrada nesses projetos ou pelo menos carimbarem no correio.

JC – Quais são os principais requisitos desses projetos para que sejam habilitados e quais as exi-gências básicas que serão verificadas pelos analistas do Basa?
DC – Vamos verificar se preenche todos os requisitos do Edital de Patrocínios. Vamos verificar se aquele projeto não é vedado pelas regras do próprio Edital, enfim tem que preencher todos os requisitos. No caso da sustentabilidade, verificar se tem preocupação com o meio ambiente e as questões culturais, se ele tem a finalidade principal de cumprir com o objetivo social. Esse é o principal aspecto para o Banco atender esses projetos.

JC – Dentro desse contexto social, qual e o principal benefício para a sociedade em geral?
DC – O Banco da Amazônia além de ser um banco de fomento, de ter recurso subsidiado, tem a preocupação com o meio ambiente, com o setor cultural e social. É um banco diferenciado comparando com outras instituições financeiras. Porque, como eu disse, além de fomentar a região e desenvolver a região Amazônica onde atua fortemente, esse patrocínio é uma forma de contribuir com o social, com todos os projetos voltados para preocupação com o meio ambiente aliado a cultura e o lazer, incentivando às feiras e congressos, essa é uma preocupação e faz parte da missão do Banco da Amazônia. Eu digo sempre, e cumprir esse sublime papel do Banco da Amazônia em aquecer a economia, estimulando cada vez mais a geração de emprego e renda.

JC – Sobre o valor do projeto, existe algum limite para liberação do recurso?
DC – Não tem valor mínimo nem máximo estipulado no Edital. Vai depender da relevância do projeto. Se o valor de um único projeto for muito superior aos demais, o Banco não apoiaria na totalidade porque o recurso ficaria centralizado só num projeto. Nesse caso, sendo o projeto de alta relevância social nós buscaríamos outros patrocinadores para dividir os recursos, como já aconteceu. Geralmente o Banco não pede exclusividade, dando a possibilidade do projeto ser contem-plado e materializado.

JC – Quando os Editais de Patrocínios efetivamente começaram?
DC – A partir de 2009 foi criado esse Edital, antes existia o patrocínio, mas era selecionado e aprovado pela própria Superintendência.

JC – Como está a frequência de procura para submeter os projetos no Basa?
DC – Não tem a demanda esperada. Será pela falta de esclarecimento? Eu cheguei a pouco tempo aqui, e vejo que é uma questão cultural mesmo de que os interesses do Banco está voltado apenas para o público do Polo Industrial de Manaus. O pessoal aqui, no Amazonas, não tem essa informação de que o Banco da Amazônia também atende pessoa física em projetos socioculturais com patrocínio nesses segmentos. Por isso solicitamos a ampla divulgação, para a população, sobre esse nosso Edital de Patrocínios para o certame de 2015.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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