Por se considerar um eterno militante político e carregar a bandeira da defesa do consumidor, o paranaense Marcos Rotta, cumpre, pela terceira vez, o mandato de deputado estadual, com a responsabilidade de defender e exigir os direitos dos cidadãos. Em entrevista ao Jornal do Commercio, Rotta fez uma avaliação do desempenho, nos últimos anos, de seu partido político, o PMDB, presidido pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga, e deu novas formas ao cenário político, ao defender, enfaticamente, a candidatura do vice-governador, Omar Aziz (PMN) para a chefia do Executivo estadual, nas próximas eleições. “Assim como Lula quer a continuidade de seu governo, o Amazonas também tem esse direito. Defendo a continuidade. Defendo o nome do vice-governador, Omar Aziz”, disparou.
Apresentador do programa de cunho popular, ‘Exija seus Direitos’, Marcos Rotta desponta, atualmente, como uma voz ativa contra os péssimos serviços que são prestados no Estado. Nesta batalha, que já vem sendo travada há mais de um ano, Rotta é o principal combatente e já levou grandes empresas, concessionárias e prestadoras de serviços, das áreas de energia elétrica, telefonia, transporte aéreo regional e abastecimento de água, para o banco dos réus e cara a cara com a população.
O homem que instiga, diariamente, os cidadãos a se manifestarem contra grandes conglomerados e a procurar a Justiça para exigir os direitos, já entrou no ritmo de campanha e vai disputar, novamente, uma vaga na ALE (Assembleia Legislativa do Estado), tendo como principais cabos eleitorais Eduardo Braga e Omar Aziz e como bandeira política, a continuidade dos avanços do Amazonas e os direitos da população. Pela artilharia pesada que Marcos Rotta vem disparando contra empresas e prestadoras de serviços, os adversários já podem se preparar para mais uma batalha nas próximas eleições.
Jornal do Commercio – Deputado, quais são suas bandeiras de luta no parlamento?
Marcos Rotta – Tenho uma identificação muito grande com as questões sociais. Principalmente as que envolvem as relações de consumo. Tenho o privilégio de ser o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor por seis anos consecutivos. Vários projetos de lei que abordam essa questão, procurando assegurar direitos e acabar com injustiças foram aprovados pela ALE. Ano passado atendemos 15 mil pessoas, o que mostra que nos tornamos uma referência nesta questão.
JC – O senhor faz parte do PMDB, que é presidido pelo governador do Amazonas. Como será sua participação nas eleições deste ano?
Rotta – Minha participação será a mesma de anos anteriores, um soldado do partido e um aliado do nosso chefe político, presidente do PMDB, o governador Eduardo Braga.
JC – O PMDB pretende lançar muitos nomes para concorrer a vagas na ALE e na Câmara dos Deputados?
Rotta – O PMDB é a maior bancada dentro da ALE. Obviamente, todos irão em busca de suas reeleições. Deveremos ter uma chapa forte, com nomes de grande densidade eleitoral, tanto para a ALE, quanto para a Câmara dos Deputados. Nosso partido deverá trabalhar pela continuidade de um governo moderno, dinâmico, voltado para grandes obras e questões sociais. São obras que têm que ser continuadas, minha opinião é de que o partido componha a chapa majoritária das eleições desse ano.
JC – Como o senhor, que é presidente da Comissão dos Direitos do Consumidor da Assembléia, avalia a criação de mais um imposto, a taxa do lixo?
Rotta – Temos na verdade um número excessivo de taxas que penalizam e oneram a população. Taxa da assinatura mensal da telefonia fixa, taxa de esgoto, taxa de iluminação pública e agora um novo tributo, denominado taxa do lixo. É claro que enquanto representante da sociedade e principalmente como presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, tenho o dever moral e a obrigação de me posicionar contra. É algo injusto, mais um peso no bolso do trabalhador.
JC – Quais são os principais problemas do Estado, na sua opinião, que deverão ser trabalhados pelo próximo governo?
Rotta – Não credito como problemas, mas questões delicadas que precisam ter uma continuidade, como por exemplo a questão dos igarapés, que vêm sendo saneados pelo governo do Estado, resgatando não apenas as áreas degradadas, mas também resgatando a auto-estima de pessoas que viviam nas margens desses igarapés, em condições indignas, convivendo com lixo, animais e doenças. Essas pessoas recuperaram inclusive a sua cidadania, sua dignidade.
JC – Quais as suas propostas para o meio ambiente e quais são os seus projetos para este ano, ainda?
Rotta – Tive o prazer de dedicar grande parte de minhas ações, para algo que julgo crucial. O meio ambiente. Já em 1999, confeccionei e a ALE aprovou projeto de lei que dá destinação final a baterias de celular e pilhas. Tive inclusive o apoio do então ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que a época, salientou ser esse um projeto pioneiro no país. Recentemente figurei como relator de várias unidades de conservação dentro do Estado, algo que mobilizou a sociedade, organismos nacionais e internacionais. Meio ambiente tem de estar presente em todos nós, no dia a dia. Se queremos realmente continuarmos sendo o pulmão do mundo, referência em preservação, temos que continuar levantando essa bandeira, como tem feito, e bem, o governador Eduardo Braga.
JC – O senhor é um político que cresceu também por conta de sua atuação em um programa de TV. Como analisa as críticas que outros políticos/apresentadores recebem hoje em dia?
Rotta – Recebo críticas com a maior naturalidade do mundo, mesmo porque tenho sensibilidade para afirmar que o Exija Seus Direitos é, principalmente, um prestador de serviços. Não condeno quem carrega rancho nas costas, quem dá cadeira de rodas, porém meu perfil há 14 anos é voltado para a defesa dos direitos do cidadão, do consumidor, felizmente conseguimos nos diferenciar.
JC – A Comissão de Direitos do Consumidor, da Assembleia Legislativa, da qual o senhor é presidente, atua contra os maus serviços prestados em Manaus. Na sua opinião, por que o Estado é tão mal servido, se temos uma representatividade tão expressiva em Brasília, por meio do ministro Alfredo e do governador Eduardo Braga?
Rotta – O que falta aos prestadores de serviços é responsabilidade e respeito para com a legislação e principalmente com os consumidores. Existe de fato uma espécie de discriminação contra o Estado, que independe da vontade de nossas autoridades. Recentemente uma operadora de telefonia foi multada, após denúncia do próprio governador. Essa “desculpa” de que nossa posição geográfica dificulta a boa prestação de serviços, não pode e não é digerida por mim. Temos várias ações cobrando um serviço eficiente e à altura dos consumidores amazonenses. É algo que não abrimos mão.
JC – Quais suas pretensões políticas? pretende concorrer, posteriormente, a cargos majoritários, em Manaus ou no Estado?
Rotta – Nesse ano, pretendo concorrer a reeleição. Como político, não posso negar que tenho pretensões em disputar cargos majoritários, mas isso é algo pessoal, que depende da vontade de Deus, do meu grupo político e da população. Ninguém é candidato de si mesmo.
JC – A exigência de formação de um palanque único no Amazonas é viável? O governador não teria direito de eleger o seu sucessor, seguindo os projetos do PMDB para o Estado? ou é importante seguir orientações de Lula?
Rotta – Se o governo Lula, que tem sido uma grande amigo e aliado do Amazonas, está pregando a continuidade do seu governo, porque nós do Amazonas não podemos fazer o mesmo. Veja que temos um governo respeitado nacional e internacionalmente, temos programas ambientais invejáveis, obras que mudaram a capital e interior, enfim um governo de grande aceitação e aprovação popular. Defendo essa continuidade, defendo o nome do vice-governador Omar Aziz. Tem sido um grande aliado do governo, conhece de forma abrangente as ações, os números os projetos. Tem sensibilidade para continuar o maior governo da história do Amazonas.







