Pricila Assis
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O Congresso Latino-Americano de Comunhão e Direito reuniu autoridades do poder judiciário local e dos países da Argentina e Uruguai, na quinta-feira (2), no auditório do edifício-sede do TJAM (Tribunal de Justiça do Amazonas). A realização do evento no Brasil é de iniciativa da presidente da Comissão Nacional de Comunhão e Direito, desembargadora do TJAM, Maria dos Perpétuo Socorro Guedes Moura.
Segundo a desembargadora Socorro Guedes, o Congresso vem para discutir não apenas atualidades no mundo do judiciário, mas ampliar o campo de visão para soluções de modo humano e ambiental.
“Esse evento foi pensado inicialmente para ser realizado na Argentina, em Buenos Aires, e ocorreria no ano passado. No entanto, como é de conhecimento de todos, a Argentina passa por uma grave crise e, conversando com os coordenadores dos outros países, vimos que estavam com algumas dificuldades. Então, propus a realização do evento aqui, uma vez que estamos no maior Estado do Brasil, onde respiramos a natureza, local ideal para discutir sustentabilidade. Apesar dos desafios para ser realizado no Amazonas, devido à longa viagem, temos cinco representantes da Argentina e do Uruguai, além da transmissão pelo YouTube que possibilita aos fraternalistas daqueles países acompanhar o Congresso”, destaca.
A desembargadora Socorro Guedes menciona a importância de uma das principais autoridades que a conferência está recebendo, que é a presença do ministro do STJ (Supremo Tribunal de Justiça), Reynaldo Soares da Fonseca.

“Em Manaus tem mais de 14 faculdades de Direito e, todos os meses, aqui na Escola da Magistratura, encontramos com estes coordenadores, professores e juntos discutimos os novos passos, pois acreditamos que não basta a gente trabalhar com os profissionais formados e prontos. Ter essa conexão com todos em volta, dar o nosso melhor como foi preparado este Congresso, mostra a relevância e a importância do aprendizado, do esclarecimento, da troca. Ter a presença de autoridades de credibilidade, garante ainda mais o nosso propósito que é servir a fraternidade”, ressalta.
O ministro Reynaldo Soares da Fonseca lembra que o Brasil precisa ter progressos em ações para liberdade e igualdade, as quais ainda enfrentam desafios na sociedade.
“Quando temos o princípio da liberdade, nós vamos construir as liberdades individuais, o direito de ir e vir, o direito de dar uma livre iniciativa em um país como o nosso que defende o capitalismo e que espera o capitalismo humanista, o direito de sermos iguais, negros, jovens, idosos, adolescentes, crianças, população vulnerável, os pobres, que têm o direito de se constituir enquanto igualdade e o mundo foi incapaz de dar a resposta à sociedade que somos homens livres e iguais”, disse.
Programação
O segundo e último dia do Congresso segue nesta sexta-feira (03), com uma conferência sobre “Fraternidade e Desenvolvimento Humano”, proferida pela socióloga, teóloga e bacharel em Direito Vera Araújo. A segunda parte do painel será sobre o tema “Fraternidade, defesa do meio ambiente e combate à pobreza”, ministrado pela advogada e mestre em Função Social do Direito pela Fadisp/SP, Laura Maria Santiago Lucas, contando com as painelistas: juíza federal e doutora em Direito, Jaiza Fraxe; e a economista, especialista em Desenvolvimento Humano Integral, PhD em Economia e mestre em Governabilidade e Desenvolvimento, Cristina Calvo.







