3,5 milhões saíram da pobreza em 2012, diz Ipea

Em: 2 de outubro de 2013
Entretanto, análise do Pnad revela que 15,7 milhões sobrevivem com menos de R$ 150 por mês
Entretanto, análise do Pnad revela que 15,7 milhões sobrevivem com menos de R$ 150 por mês

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), feito com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada na semana passada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que 3,47 milhões de pessoas saíram da pobreza em 2012. Entretanto, o documento, divulgado ontem pelo governo federal, também revela que 15,7 milhões de brasileiros ainda permaneciam abaixo da linha de pobreza no ano passado, ou seja, sobreviviam com menos de R$ 150 por mês (US$ 2,5 por dia). Em 2011, esse contingente de pessoas somava 19,17 milhões.
Segundo o presidente do Ipea, e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, a renda do trabalho foi a principal responsável pela saída de pessoas da linha de pobreza no ano passado. “Houve redução do desemprego e aumento real dos salários. Mas eu também daria destaque ao Bolsa Família”, declarou ele.
Neri avaliou que a pobreza caiu bastante, de 10,7% da população em 2011 para 8,5% no ano passado – um recuo de quase 20% – ao mesmo tempo em que a extrema pobreza passou de 4,2% para 3,6% da população brasileira nesta comparação, uma queda de 15,9%.
“O PIB cresceu pouco em 2012, que foi o ano do ‘pibinho’ [alta de 0,9% sobre 2011] e a desigualdade pelo índice de gini ficou parada. O PIB per capita subiu 0,1% em 2012, mas a renda per capita média subiu 7,98%, um crescimento chinês. Já a pobreza caiu bastante, cinco ou seis vezes mais rápido do que a meta do milênio”, analisou o presidente do Ipea.
A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões. A população pobre (que vive com entre US$ 1 e US$ 2 por dia), de 19,1 milhões de pessoas para 15,7 milhões.
“Três milhões e meio de pessoas saíram da pobreza em 2012 e 1 milhão da extrema pobreza, em um ano em que o PIB cresceu pouco. Para a pobreza, o fundamental é o que acontece na base –cuja renda cresceu a ritmo chinês. O bolo aumentou com mais fermento para os mais pobres, especialmente para os mais pobres dos pobres”, disse o presidente do Ipea, Marcelo Neri.
Os principais indicadores do crescimento dos rendimentos da população são a posse de bens duráveis –como televisão, fogão, telefone, geladeira e máquina de lavar –e o acesso a serviços públicos essenciais –como energia elétrica, coleta de lixo, esgotamento sanitário e acesso à rede de água.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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