Em Manaus a greve dos bancários segue por tempo indeterminado. Clientes da rede bancária e beneficiários procuram atendimento nas loterias, aumentando em 20% o movimento diário. De acordo com as Casas Lotéricas, cerca de 90% dos atendimentos são para efetuar pagamentos de benefícios previdenciários. O SEEB-AM (Sindicato dos Bancários do Amazonas) ainda aguarda por uma contraposta da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), para retomar as negociações.
A proprietária de uma unidade lotérica, Priscila Figueiredo, afirmou que houve um crescimento significativo no estabelecimento com a paralisação dos bancários. “Aumentou sim a clientela nesse período de greve”.
Segundo a empresária, os clientes estão recorrendo às lotéricas, também, para tirar dúvidas e conseguir uma forma de poder pagar as contas em dia, dentro do prazo de vencimento. “Geralmente, nesse período de greve, os clientes estão vindo em busca de soluções para os pagamentos das contas, em que estão sendo prejudicados”, informou Priscila.
Ela também informou que existem operações que são restritas dos bancos, por essa razão os clientes ficam sem opção de atendimento. “Tem certas transações que nós não podemos fazer. Infelizmente, só os bancos fazem”, lamentou.
A exceção foi no último dia útil de setembro (30) –uma segunda-feira –o temporal que assolou a capital amazonense fez com que o movimento nas loterias ficasse abaixo da média, sem sistema para efetuar o atendimento aos clientes. “Devido à chuva forte que caiu em toda cidade, muitas lotéricas ficaram sem sistema, o que também prejudicou o atendimento aos clientes”, relatou a empresária.
Já com o início de outubro, o movimento nas loterias deve aumentar ainda mais. Sobre a questão de segurança nesses estabelecimentos devido ao aumento de público, Priscila Figueiredo demonstra preocupação e acredita que deve melhorar com alguns cuidados e medidas, como por exemplo, contratação de carros fortes, vigilância interna e externa, câmeras instaladas nas dependências do local, que servem de proteção para a clientela, funcionários e para o próprio negócio.
“Cada lotérico tem o seu próprio questionamento em relação à segurança, e eu, graças a Deus, estou bem segura aqui”, garantiu a empresária que há oito anos está nesse ramo de atividade sem registro de sinistro.
Prestes a completar 15 dias à frente do movimento grevista, em Manaus, o presidente do SEEB-AM, Nindberg Barbosa, aguarda por uma contraproposta da federação ou do sindicato patronal que possa gerar alguma negociação. “Ninguém se manifestou ainda, estamos a cada dia mais fortes, e por isso estranhamos esse silêncio da Febraban”, disse Barbosa.
No Amazonas os bancários permanecem reivindicando reajuste salarial de 11,93% mais a participação nos lucros. Os municípios de Manacapuru, Maués, Iranduba, Parintins e Tabatinga estão aderindo ao movimento.
Segundo Nindberg Barbosa, algumas agências estão intercalando o fechamento e abertura para atendimento direto na boca do caixa, para minimizar os transtornos causados aos clientes. “Tivemos notícias de agências em Manaus e no interior que aderiram à greve, e que adotaram o atendimento intercalado, em atenção aos clientes. Mas, o movimento se fortifica a cada dia”, avaliou o líder sindical.
Greve aumenta movimento nas lotéricas
Em: 2 de outubro de 2013
Empresários do segmento relatam que circulação de clientes cresceu até 20%
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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