O livro ‘Filhos da quarentena – a esperança de viver novamente’ foi escrito durante um dos momentos mais críticos da pandemia da covid-19, especificamente no período de lockdown em Manaus, nos meses de agosto e setembro de 2020. E já está em pré-venda. Seu autor é um dos articulistas do Jornal do Commercio, Luiz Lemos, filósofo, mestre em ensino de ciências, autor de outros cinco trabalhos sobre filosofia.
“O livro faz referência ao período de isolamento social, de lockdown, quando fiquei em casa, isolado de tudo e de todos. Naqueles dias comecei a escrever, todos os dias, como que por compulsão. Quando eu dei por mim, já tinham mais de 40 contos prontos. Sei que nada surge do nada, que a realidade é superior à consciência, mas os contos que compõem esse livro foram saindo assim, um por um, de supetão, como que já prontos. Enfim, o título do livro ‘Filhos da quarentena’ deu-se pelo fato de ter sido escrito em 40 dias”, contou.

‘Filhos da quarentena’ é um livro de ficção, mas que acaba se mesclando com a realidade, isso porque, na visão do autor, somos seres sociais, e acabamos construindo a identidade multicultural que temos internamente a qual se expande externamente para uma vida social idealizada que queremos e desejamos. É um livro de ficção com um pé na realidade.
“O meu intento era escrever um diário, mas aos poucos fui percebendo que as histórias se mesclavam com a realidade e os personagens foram ganhando vida própria”, lembrou.
Reflexão sobre a vida
Três profissionais apresentam o livro, a psicóloga Jussara Damasceno de Souza que escreve dizendo, “este não é apenas mais um livro que fala sobre a pandemia de covid-19, é sim uma obra que fala de esperança, de fé, de coragem, de otimismo, de união, de força, de superação’; já o historiador Jonas Araújo Pereira Júnior disse, “convenhamos, são tempos difíceis, o Brasil atravessa uma série de crises simultâneas: sanitária, econômica e política. Ainda assim, em meio a toda essa tempestade, o cotidiano tem repetidamente fortalecido duas ideias, esperança e fé”; e a enfermeira Idehize Oliveira Furtado afirmou que, “de uma leitura leve e sensível o autor leva o leitor a se ver em cada uma das narrativas, fazendo os filhos da quarentena lembrarem-se dos dias entre lágrimas e sorrisos de alegria, sentimentos que eu, como profissional de saúde, pude observar e vivenciar juntamente com muitos de meus pacientes, e colegas de trabalho durante esse período de pandemia”.
“Por tudo isso, seja pela contribuição da psicologia, da história e da enfermagem, a leitura desse livro te leva a refletir sobre a sua própria vida, a vida do outro e de como sermos felizes. A empatia, a fé, a força de vontade, a determinação, a ética, o respeito, a amizade, o querer superar os problemas diários são valores que os personagens transmitem com toda a força e com todo o amor. Enfim, o livro foi escrito para todos aqueles que têm esperança de continuar vivendo, e não apenas, sobrevivendo, num mundo de paz, carinho e amor”, completou Luiz.
Casa virou escola
Após o decreto de lockdown pelo governador e pelo prefeito, Luiz Lemos, como milhões de amazonenses, foi impedido de trabalhar. Como professor, parou de ir para a escola e passou a trabalhar em home office, atendendo milhares de pais e alunos pelo celular, porém, a maioria das famílias não tinha internet. Depois as aulas passaram a ser transmitidas pela televisão. Mas na casa dos alunos, a maioria, novamente, também não tinha televisão.
“A minha casa virou extensão da escola. Passava o dia inteirinho atendendo pais e mães pelo celular. Uma loucura. Até que voltaram as aulas semipresenciais e atualmente, presenciais. Eu fui afetado por todos os lados, nas minhas crenças, convicções, políticas, religiosas, sociais, ambientais, porém, a pandemia me ensinou a dar valor às pequenas coisas, a valorizar mais a vida, a aproveitar mais o momento presente, porque tudo é passageiro, fugaz”, ensinou.

“Para mim a pandemia tem me ensinado que nunca podemos perder de vista a esperança. Acredito que a esperança seja a palavra-chave desse período. Quem tem esperança tem tudo. Acreditar que vamos superar as dificuldades, que tudo isso vai passar, é o caminho mais seguro para superação das crises, sejam elas pessoais, de ansiedade ou crises sociais, de trabalho e\ou econômicas. Não devemos desanimar nunca, até porque a vida deve prevalecer, e nunca podemos perder de vista a felicidade”, completou.
‘Filhos da quarentena’ está em pré-venda no site da editora mas também pode ser adquirido diretamente com o autor através do (WhatsApp) com entrega personalizada somente para Manaus.







