“A gastronomia sempre foi uma paixão”

Em: 22 de agosto de 2016
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No melhor estilo do “faça você mesmo”, os manauaras estão tendo a oportunidade de aprender os segredos da boa comida na Alquimia Arte Culinária, uma escola de gastronomia inovadora e inédita no Amazonas, que funciona às terças, quintas e sextas, no horário das 19h30, no Vieiralves. A escola tem como proposta não apenas mostrar como se faz uma receita ou outra, mas disponibilizar aos alunos uma experiência gastronômica de integração, ensinamento e aprendizado.
Os cursos práticos são voltados para pessoas interessadas em aprender a cozinhar, obter técnicas profissionais e se aprimorar na arte culinária, sem necessariamente se estabelecer como profissional da área ou que necessitem de um título de graduação, mas profissionais da área, que buscam conhecimento e aprendizado de novas técnicas, também podem participar. A escola aceita crianças desde os sete anos de idade. Fernando Souza, sócio e idealizador do projeto, falou um pouco mais sobre a novidade ao Jornal do Commercio.

Jornal do Commercio: De onde você tirou a ideia de criar uma escola de gastronomia?
Fernando Souza Neto: A gastronomia sempre foi uma paixão desde a infância. No período que fui diretor da Faculdade Martha Falcão comecei a montar um projeto do curso para a Faculdade. Naquele momento era inviável, mas a ideia ficou. Achei que as pessoas buscavam mais prática do que teoria e queriam aprender a cozinhar, mas não profissionalmente. Procurei modelos de escola de gastronomia no Brasil, viajei, fui conhecer as escolas, fiz vários cursos e voltei com o modelo da Alquimia na cabeça e em 2013 resolvi colocar em prática. Neste formato de cursos livres e aulas totalmente práticas fomos a primeira escola da região Norte.

JC: Como funciona exatamente a escola?
Fernando: Nas aulas, cada aluno tem sua bancada com todos os utensílios e cooktop individual, recebe os ingredientes porcionados e segue a execução das receitas orientados pelos chefs. Aprende, além da receita, a montar o “mise em place”, manuseio correto da faca, organização e, claro, conhece a história por trás de cada receita. Após a execução os alunos comem o que preparam e comparam com o dos chefs tirando suas dúvidas. Esse modelo funciona nas aulas-jantares e para os nossos cursos de maior duração, neste caso com uma ênfase mais técnica.

JC: E os pratos? Como são escolhidos?
Fernando: Os pratos são escolhidos levando em consideração as técnicas a serem ensinadas, grau de dificuldade, tempo de execução e, claro, interesse dos alunos.

JC: Quem ministra as aulas, é você?
Fernando: Geralmente eu ministro as aulas acompanhado de outro chef, assim podemos dar maior atenção aos alunos. Dependendo do tamanho da turma podemos ter até três chefs. Enquanto um demonstra, o outro acompanha a execução das receitas pelos alunos.

JC: E a pessoa pode escolher entre vários cursos?
Fernando: Nós temos as aulas-jantares com um clima mais descontraído e harmonizadas com vinho ou cerveja, dependendo do prato. Essas aulas são colocadas na nossa programação esporadicamente, sempre com pratos diferentes. Também fechamos turmas a partir de oito alunos e estes podem escolher o menu que querem aprender.
Além dessas aulas nós temos os cursos de quatro e dois módulos. São mais de 20 cursos disponíveis. Os mais procurados são Culinária Básica, Italiana, Mediterrânea, e o Culinária Básica para Crianças.

JC: Qual a idade ideal para se aprender a fazer comidas?
Fernando: A partir dos três anos as crianças já podem ter contato com a culinária acompanhadas dos pais, descobrindo texturas e sabores. Com o desenvolvimento da criança, ela também vai evoluindo dentro da cozinha.
No nosso curso Culinária Básica para Crianças, aceitamos crianças a partir dos sete anos, pois realmente as ensinamos a cozinhar como adultos, com técnicas da cozinha francesa, aprendendo manuseio de faca, fogo e noções de segurança na cozinha. O que mais nos surpreendeu nesse curso foi a mudança na alimentação. Crianças que não comiam legumes e vegetais, passaram a comer depois que elas cozinharam. Isso é muito gratificante.

JC: Qual o perfil das pessoas que procuram a escola?
Fernando: São pessoas que buscam se alimentar melhor fazendo a própria comida, que gostam de cozinhar para a família e amigos, que querem mudar o cardápio ou mesmo buscam na cozinha uma forma de desestressar. A maioria dos nossos alunos são profissionais liberais como médicos, advogados e empresários de vários ramos de atividade. Também recebemos vários alunos de gastronomia das faculdades, em busca de mais conhecimentos práticos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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