No melhor estilo do “faça você mesmo”, os manauaras estão tendo a oportunidade de aprender os segredos da boa comida na Alquimia Arte Culinária, uma escola de gastronomia inovadora e inédita no Amazonas, que funciona às terças, quintas e sextas, no horário das 19h30, no Vieiralves. A escola tem como proposta não apenas mostrar como se faz uma receita ou outra, mas disponibilizar aos alunos uma experiência gastronômica de integração, ensinamento e aprendizado.
Os cursos práticos são voltados para pessoas interessadas em aprender a cozinhar, obter técnicas profissionais e se aprimorar na arte culinária, sem necessariamente se estabelecer como profissional da área ou que necessitem de um título de graduação, mas profissionais da área, que buscam conhecimento e aprendizado de novas técnicas, também podem participar. A escola aceita crianças desde os sete anos de idade. Fernando Souza, sócio e idealizador do projeto, falou um pouco mais sobre a novidade ao Jornal do Commercio.
Jornal do Commercio: De onde você tirou a ideia de criar uma escola de gastronomia?
Fernando Souza Neto: A gastronomia sempre foi uma paixão desde a infância. No período que fui diretor da Faculdade Martha Falcão comecei a montar um projeto do curso para a Faculdade. Naquele momento era inviável, mas a ideia ficou. Achei que as pessoas buscavam mais prática do que teoria e queriam aprender a cozinhar, mas não profissionalmente. Procurei modelos de escola de gastronomia no Brasil, viajei, fui conhecer as escolas, fiz vários cursos e voltei com o modelo da Alquimia na cabeça e em 2013 resolvi colocar em prática. Neste formato de cursos livres e aulas totalmente práticas fomos a primeira escola da região Norte.
JC: Como funciona exatamente a escola?
Fernando: Nas aulas, cada aluno tem sua bancada com todos os utensílios e cooktop individual, recebe os ingredientes porcionados e segue a execução das receitas orientados pelos chefs. Aprende, além da receita, a montar o “mise em place”, manuseio correto da faca, organização e, claro, conhece a história por trás de cada receita. Após a execução os alunos comem o que preparam e comparam com o dos chefs tirando suas dúvidas. Esse modelo funciona nas aulas-jantares e para os nossos cursos de maior duração, neste caso com uma ênfase mais técnica.
JC: E os pratos? Como são escolhidos?
Fernando: Os pratos são escolhidos levando em consideração as técnicas a serem ensinadas, grau de dificuldade, tempo de execução e, claro, interesse dos alunos.
JC: Quem ministra as aulas, é você?
Fernando: Geralmente eu ministro as aulas acompanhado de outro chef, assim podemos dar maior atenção aos alunos. Dependendo do tamanho da turma podemos ter até três chefs. Enquanto um demonstra, o outro acompanha a execução das receitas pelos alunos.
JC: E a pessoa pode escolher entre vários cursos?
Fernando: Nós temos as aulas-jantares com um clima mais descontraído e harmonizadas com vinho ou cerveja, dependendo do prato. Essas aulas são colocadas na nossa programação esporadicamente, sempre com pratos diferentes. Também fechamos turmas a partir de oito alunos e estes podem escolher o menu que querem aprender.
Além dessas aulas nós temos os cursos de quatro e dois módulos. São mais de 20 cursos disponíveis. Os mais procurados são Culinária Básica, Italiana, Mediterrânea, e o Culinária Básica para Crianças.
JC: Qual a idade ideal para se aprender a fazer comidas?
Fernando: A partir dos três anos as crianças já podem ter contato com a culinária acompanhadas dos pais, descobrindo texturas e sabores. Com o desenvolvimento da criança, ela também vai evoluindo dentro da cozinha.
No nosso curso Culinária Básica para Crianças, aceitamos crianças a partir dos sete anos, pois realmente as ensinamos a cozinhar como adultos, com técnicas da cozinha francesa, aprendendo manuseio de faca, fogo e noções de segurança na cozinha. O que mais nos surpreendeu nesse curso foi a mudança na alimentação. Crianças que não comiam legumes e vegetais, passaram a comer depois que elas cozinharam. Isso é muito gratificante.
JC: Qual o perfil das pessoas que procuram a escola?
Fernando: São pessoas que buscam se alimentar melhor fazendo a própria comida, que gostam de cozinhar para a família e amigos, que querem mudar o cardápio ou mesmo buscam na cozinha uma forma de desestressar. A maioria dos nossos alunos são profissionais liberais como médicos, advogados e empresários de vários ramos de atividade. Também recebemos vários alunos de gastronomia das faculdades, em busca de mais conhecimentos práticos.







