Ao espalhar outdoors e faixas pela cidade ontem, fazendo acusações contra a empresária Cristina Calderaro, o deputado Ricardo Nicolau usou sua liberdade de expressão para tentar transformar em disputa pessoal uma situação grave, que não teve origem nas páginas do jornal comandado pela jornalista, mas sim em uma investigação do Ministério Público Estadual, que apontou superfaturamento nas obras do edifício-garagem da Assembleia Legislativa, na época em que ele era presidente da Casa. O JC defende com todo empenho o direito de livre manifestação do pensamento, mas entende que os possíveis excessos devem ter, na Justiça, o devido reparo.
Banestado
Nicolau lembra do rumoroso “Caso Banestado”, que redundou em uma Comissão Parlamentar de Inquérito, instaurada no Congresso, para apurar crimes de evasão de divisas usando a instituição bancária, hoje extinta. Na época, o nome de Cristina Calderaro apareceu entre os que remeteram fundos ao exterior por meio de uma conta do banco. O valor, entretanto, era tão baixo que o nome dela foi excluído do rol dos investigados, até porque não se enquadrava em caso de evasão ou sonegação.
PCC
O mais grave, entretanto, é afirmar que a rede comandada por Cristina “cometeu tantos crimes que pode ser comparada ao PCC”. Nicolau não comprova a prática de nenhum dos ilícitos pelos quais acusa a família e as empresas e atenta contra a imprensa de uma forma geral, ao comparar uma rede de comunicação com uma organização criminosa da estirpe do Primeiro Comando da Capital, formada basicamente por traficantes, homicidas e ladrões de São Paulo.
Dois pesos
Ao contrário do que faz o deputado, o jornal A Crítica em nenhum momento o chamou de criminoso, apenas noticiou as conclusões da investigação levada a cabo pelo Ministério Público, que podem redundar ou não em processo na Justiça. Elas apontam apenas indícios de superfaturamento.
TV milionária
O projeto de reestruturação da Fundação TV Cultura, que prevê a contratação de empréstimo de R$ 15 milhões para modernizar a emissora pública, inclusive com a mudança da sede para um novo prédio, está à espera somente de um sinal verde da Assembleia Legislativa, já que o dinheiro viria de empréstimo que o governo pretende contrair. Esta semana a diretora presidente da Funtec, Wânia Lopes, fez uma apresentação do plano aos deputados.
É o que há
O dinheiro servirá para a aquisição de novos equipamentos e a digitalização da transmissão. A emissora pretende ainda atingir um total de 10 municípios do interior com repetidoras. Se aprovado o empréstimo, o projeto deverá transformar a TV Cultura na emissora mais equipada de Manaus, e talvez com o melhor sinal. O problema é saber que retorno a sociedade terá e que tipo de programação justificará este investimento milionário.
Ataque
O vice-presidente da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa, deputado Sinésio Campos (PT), vai ingressar com ação no Ministério Público Federal, pedindo a suspensão imediata da cobrança complementar de mensalidade dos alunos do curso de medicina da Universidade Nilton Lins, contemplados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa do Ministério da Educação e Cultura.
Agravante
Sinésio não gostou nadinha da ausência de representante da Nilton Lins na audiência pública que promoveu na última terça (14), para tratar do Fies. Estiveram presentes representantes do Centro Universitário do Norte (UniNorte), Universidade Paulista (Unip), Salesiana Dom Bosco, Boas Novas, Martha Falcão, Centro Integrado de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa) e Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi).
Protesto
As famílias dos seis servidores da Secretaria de Estado da Educação, que morreram em acidente de avião no dia 13 de maio de 2010, vão acionar o Estado e a empresa Claiton Táxi Aéreo na Justiça, para pedir o pagamento de indenização. Entre as vítimas estava a secretária Cíntia Régia. A decisão foi tomada durante missa esta semana, em memória deles.
Resposta
A Seduc “tirou o corpo” do assunto. Em nota, afirma que prestou toda assistência na época, com cestas básicas, pagamento de valores mensais, etc. Disse ainda que as vítimas teriam direito ao seguro obrigatório que as companhias aéreas precisam fazer nestes casos. Sugere, portanto, que a Claiton deve arcar com as indenizações.
Preocupação
Autoridades da saúde do Estado estão preocupadas com a possibilidade de uma corrida de mulheres para fazer o exame que indica a propensão ao câncer de mama. Isso depois que a atriz Angelina Jolie anunciou que se submeteu à retirada preventiva das mamas, depois de constatar, em avaliação que teria 85% de chances de desenvolver a doença. O caso tomou proporções enormes e gerou a preocupação.







