Ações conjuntas sem submissão

Em: 25 de setembro de 2012
Para o candidato da coligação “O Futuro é Agora”, Artur Neto (PSDB), o pior que pode acontecer a um governante é a submissão
Para o candidato da coligação “O Futuro é Agora”, Artur Neto (PSDB), o pior que pode acontecer a um governante é a submissão

Para o candidato da coligação “O Futuro é Agora”, Artur Neto (PSDB), o pior que pode acontecer a um governante é a submissão. Ele afirma que, se vencer as eleições municipais 2012, seu relacionamento com o governador Omar Aziz (PSD) e com a presidente da República, Dilma Rousseff, será em alto nível e rigorosamente pautado em projetos importantes para a cidade de Manaus.
Ao contrário de outros governantes, que apenas se limitam a cumprir ordens de seus líderes superiores, Artur garante que será um prefeito austero e independente, e diz que as ações conjuntas que terá que fazer com o governo do Estado e com o Palácio do Planalto vão relevar grandes projetos para Manaus, sem, no entanto, significar atrelamento político em função de projetos eleitorais visando as eleições gerais de 2014.
“Tenho amizade com o governador Omar Aziz e realizarei ações conjuntas com ele e também com a presidente Dilma, mas não serei subalterno a nenhum dos dois. A presidente será convidada para vir à nossa capital inaugurar algumas obras, mas quando ocorrerem absurdos como, por exemplo, o governo federal tirar tablets da Zona Franca de Manaus, protestarei com veemência porque não haverá submissão por parte do governo que presidirei, não haverá submissão a ninguém”.
Em um governo tucano, Manaus será uma cidade “com lei e sensibilidade social e rígida na fiscalização ambiental”, assegura o candidato, que prefere não comentar as recentes pesquisas eleitoras que apontaram empate técnico entre ele e a candidata apoiada por Omar Aziz, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), da coligação “Melhor pra Manaus”. A sua maior preocupação, nesta reta final do pleito eleitoral, comenta, é conquistar cada vez mais a confiança da população, sobretudo porque, a esta altura do pleito, “as propostas dos candidatos ficam parecidas, e é preciso, portanto, a gente inspirar confiança ao povo”.

Propostas

Contrário a estadualização da água, Artur Neto avisa desde já a empresa Manaus Ambiental que se a concessionária não apresentar soluções para o desabastecimento de água na zona leste até o início de 2013, “ela levará um forte puxão de orelha”, além do que o novo mandatário convidará a empresa a sair de Manaus. “Por mais que ela confie no contrato de 30 anos que tem com a prefeitura, eu denunciarei o contrato e não temerei brigar na Justiça por causa disso”, alerta. Artur sustenta que a municipalização do Proama (Programa Água Para Manaus), do governo do Estado, será outra de suas maiores prioridades em 2013.
Artur também promete lutar pelo projeto “Manaus Verde”, com o objetivo de rearborizar a cidade e marcar dividendos na questão ambiental. Ele reafirma seu compromisso com convênios com o governo federal visando a construção de residências populares por meio do Programa “Minha Casa, Minha Vida”, paralelamente à implementação de um projeto municipal enfatizando a construção de moradias para a população de baixa renda.
“Tudo será feito de acordo com a realidade orçamentária do município, vou poupar no custeio para que sobrem recursos que destinarei aos investimentos”, observa, anunciando que impulsionará convênios já firmados pelo atual prefeito Amazonino Mendes (PDT) com a presidente Dilma sobre a construção de 110 creches. “Ao longo dos meus quatro anos, construirei mais dez creches”, detalha, dizendo que tudo caberá nas regras de um orçamento municipal estimado em R$ 3 bilhões para 2013.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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