Acordo pode pôr fim à greve nos Correios

Em: 5 de outubro de 2011
A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) aceitou ontem proposta da direção dos Correios para colocar fim à greve que começou no dia 14 de setembro
A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) aceitou ontem proposta da direção dos Correios para colocar fim à greve que começou no dia 14 de setembro

A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) aceitou ontem proposta da direção dos Correios para colocar fim à greve que começou no dia 14 de setembro.
O acordo vai ser levado para votação em assembleias hoje e, se aprovado, os funcionários retornam o trabalho amanhã. O documento precisa ter o apoio de pelo menos 18 dos 35 sindicatos vinculados à Fentect para passar a valer.
Os sindicalistas concordaram em ter seis dias de trabalho descontados a partir de janeiro, sendo meio dia por mês, num total de 12 parcelas. Quem preferir, pode autorizar desconto em período menor. O desconto dos dias parados era o principal entrave para um acordo com que colocasse fim à paralisação.
A proposta prevê ainda pagamento de aumento real de R$ 80 retroativo a 1º de outubro. E o reajuste de 6,87% nos salários e benefícios a partir de 1º agosto. Os trabalhadores também aceitaram trabalhar durante finais de semana e feriados para colocar em dia as entregas atrasadas. Foram quatro horas de negociações até o acordo ser fechado.
“Não foi a melhor proposta, mas foi a proposta possível. Depois de 21 dias de greve, os funcionários estavam ansiosos para voltar ao trabalho”, disse o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.
O vice-presidente de Gestão de Recursos Humanos dos Correios, Larry de Almeida, disse que a previsão é de que as entregas sejam normalizadas até a próxima semana em todos os Estados, com exceção de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Nesses três Estados, o trabalho deve levar mais tempo. Cerca de 136 milhões de correspondências estão atrasadas hoje no país.
Almeida disse que a negociação com o sindicato foi “difícil”, mas afirmou que o acordo “conjuga os interesses dos trabalhadores, da empresa e, acima de tudo, os interesses da sociedade”.

TRT

Os servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) deflagraram ontem greve por tempo indeterminado. O movimento se concentrou em frente ao Fórum Trabalhista de Manaus, na Djalma Batista, mas a intenção é que, ao longo desta semana, a mobilização atinja todas as varas da capital e se estenda também para o interior, além de Boa Vista e todos os municípios do Estado vizinho, Roraima.
Conforme os líderes do movimento, os servidores – que param pela segunda vez neste ano – lutam agora não somente pela reposição inflacionária dos seus salários – sem reajuste desde 2006 – mas também pela manutenção da democracia no país, que vem sendo ameaçada pela intervenção do Executivo nos assuntos próprios do Judiciário.
“O artigo 37 da Constituição Federal garante a todo servidor público a reposição inflacionária anual sobre seus vencimentos, mas nós estamos há quase seis anos sem nenhum tipo de reajuste e a presidente Dilma – num ato ditatorial – ainda cortou o orçamento do Judiciário que nos garantia esse direito. Só quem tem competência para fazer isso é o Legislativo”, explica o presidente do Sitra-AM/RR (Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Trabalho do Amazonas e Roraima), Luis Cláudio Corrêa.
Ele ressalta que, além de descumprir sucessivos acordos com os servidores, a presidente ainda “rasga a Constituição ao interferir dessa forma num outro poder”. “Para que haja democracia é preciso haver independência e harmonia entre os poderes, mas a Dilma tem agido como uma ditadora e isso os servidores não vão permitir”, acrescenta o sindicalista.
Conforme portaria da presidência do TRT11, 60% dos servidores poderão participar do movimento, enquanto outros 40% devem permanecer fazendo atendimento ao público. O Sindicato, porém, diz que vai lutar para que a greve atinja o maior número de participantes possível.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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