Acordo será mediado por Brasil e Turquia

Em: 1 de junho de 2010
O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, afirmou hoje que seu país continua a aceitar a troca de urânio por combustível e irá cumprir o cronograma do acordo selado com Brasil e Turquia. Dentro de um mês, o Irã deve enviar o urânio para a Turquia
O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, afirmou hoje que seu país continua a aceitar a troca de urânio por combustível e irá cumprir o cronograma do acordo selado com Brasil e Turquia. Dentro de um mês, o Irã deve enviar o urânio para a Turquia

O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, afirmou hoje que seu país continua a aceitar a troca de urânio por combustível e irá cumprir o cronograma do acordo selado com Brasil e Turquia. Dentro de um mês, o Irã deve enviar o urânio para a Turquia. “A declaração deve ser cumprida exatamente como está”, disse o representante iraniano.
Segundo Shaterzadeh, o Irã deverá continuar a enriquecer urânio, mas cumprindo as regras impostas pela ONU, e sem a intenção de construir armas nucleares. “Ninguém quis que enriquecimento de urânio fosse parado. Respeitamos a regra do uso da energia atômica para fins pacíficos, destinada à área humanitária, de acordo com regulamentação internacional da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica)”, afirmou.
No entanto, ele disse que aguarda ainda a resposta da AIEA sobre o pacto, que definiu como um “marco histórico”. “A história vai lembrar do bom ato que foi feito com a declaração.”
O embaixador iraniano elogiou ainda o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que, ao assinar o ato, ele passou a ter “ainda mais reputação” de autoridade internacional. Para ele, os países que rejeitam o acordo estão com “mal estar” porque não chegarão a esse sucesso.
“Os EUA estão perdidos, não sabem o que fazer. A única saída para eles é mudar sua atitude e respeitar [o acordo]”, acrescentou Shaterzadeh.
Mais cedo, o Irã qualificou de “repetitivo e parcial” o mais recente relatório da AIEA, e se mostrou “surpreso” pela falta de menção ao acordo com Turquia e Brasil.
Em declarações à televisão estatal PressTV, o embaixador do Irã na AIEA, Ali Asghar Soltanieh, sugeriu ao secretário-geral do agência, Yukiya Amano, que coloque um “fim a este jogo”, que, em sua opinião, tira legitimidade do órgão. “O relatório se centra nas mesmas questões repetitivas e danifica a credibilidade da AIEA. Continuar neste caminho prejudicará gravemente sua Secretaria-Geral”, afirmou o iraniano.
“Amano deve pôr fim a este jogo e aos reiterados pedidos e reflexões parciais sobre alguns fatos”, acrescentou.
A AIEA reiterou ontem sua preocupação sobre as possíveis dimensões militares do controverso programa nuclear do Irã, mas reconheceu que Teerã melhorou alguns aspectos de sua cooperação técnica com a agência nuclear.

Redação

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