A criação de gado para corte é uma das principais e mais lucrativas atividades de todo o setor agropecuário brasileiro. Com grandes extensões de pastos nativos e cultivados, clima favorável, água, boas instalações, cuidados veterinários de higiene e saúde, o rebanho brasileiro se desenvolveu muito, tornando-se o maior do mundo. Ainda assim, com um demanda crescente, o negócio da pecuária de corte parece absorver tudo que se produz desde que essa produção seja de qualidade.
Existem várias maneiras de o pecuarista trabalhar com a pecuária de corte, pois esta é uma atividade que pode ser desenvolvida em vários “estágios” que compreendem, basicamente, a criação, recria e engorda dos animais
A criação é a atividade que compreende o processo de reprodução dos animais, cuidados pré e pós natal (durante o período de amamentação) para a produção de bezerros e bezerras e a venda dos bezerros, logo após o desmame. O criador deve possuir os melhores touros, vacas e novilhas, todos em ótimas condições e na melhor idade para e reprodução. Deve ser preocupação constante de o criador tentar melhorar, sempre, o padrão dos animais produzidos, através de qualquer método que se faça necessário, como a introdução de melhores animais no rebanho ou a utilização da inseminação artificial.
Recria, ou seja, o período seguinte ao desmame até a fase adulta ou de término do desenvolvimento do animal, que estará em idade de acasalamento.. É uma fase muito importante, pois o bom desenvolvimento dos animais depende dos cuidados dispensados e da alimentação fornecida durante esta fase.
Engorda, período em que os bovinos são submetidos a uma alimentação específica para ganho de peso, para que produzam mais carne e de melhor qualidade. Nesta fase, deverá ser fornecida uma ração ou regime alimentar apropriado para o ganho de peso e para que a qualidade da carne seja a melhor possível.
O importante para o criador é o planejamento da produção. Não se admite mais criações nas quais os pecuaristas apenas “soltam o gado” no pasto, sem maiores cuidados e sem um controle zootécnico adequado. A qualidade e a produtividade devem ser perseguidas constantemente, através da utilização de diversas tecnologias e do acompanhamento constante da produção, visando obter os melhores resultados. Isso é vital para que o produtor obtenha sucesso com o seu empreendimento pois, atualmente, a concorrência e as exigências do mercado, tanto interno como externo, estão se tornando maiores e apenas os mais capacitados irão conseguir se manter de maneira satisfatória e lucrativa.
Como escolher uma vaca leiteira
A escolha da vaca é da maior importância porque dela depende, não só a produção leiteira para a alimentação da sua cria e para a comercialização, mas também, em parte a qualidade da cria e, portanto, o futuro do rebanho e o seu melhoramento.
Para que o criador possa escolher bem as suas vacas, existem vários métodos e procedimentos. Entre eles, talvez o mais importante seja o exame direto do animal, para verificar:
a) se a vaca é saudável – pois animal doente não produz bem e não dá lucro. É preciso, portanto, escolher vacas boas, de olhar vivo, que possuam pele fina e bem solta, pêlos finos e brilhantes e que demonstrem bom apetite. Além disso, não devem ter nenhum defeito físico e nem apresentar corrimentos anormais, como por exemplo pus, catarros ou sangue, nem tumores, feridas ou calombos pelo corpo. É aconselhável, também, que sejam submetidas aos testes para os diagnósticos de brucelose e o da tuberculose, pois são doenças muito graves e contagiosas, que podem se espalhar por todo o rebanho, causando grandes prejuízos. Esses exames devem ser feitos apenas por veterinários. Vacas que tiverem alguma infecção ou inflamação no úbere devem ser rejeitadas.
b) se é bem desenvolvida e tem boa conformação -a vaca leiteira tem o pescoço fino e longo, cabeça pequena e leve, focinho largo e narinas grandes e bem abertas. Seu corpo é comprido, com o “trem” posterior mais d







