Alimentos pressionam e custo de vida sobe em SP

Em: 7 de novembro de 2007
entidade indica a pressão da alimentação (com alta de 0,99% e contribuição de 0,26 ponto percentual na taxa total) como fator de aumento do ICV
entidade indica a pressão da alimentação (com alta de 0,99% e contribuição de 0,26 ponto percentual na taxa total) como fator de aumento do ICV

O custo de vida pesquisado no município de São Paulo apresentou alta de 0,33% no mês de outubro, pouco acima da taxa de setembro (0,3%), segundo dados divulgados na terça-feira pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Habitação e saúde

A entidade indica a pressão da alimentação (com alta de 0,99% e contribuição de 0,26 ponto percentual na taxa total) como fator de aumento do ICV (Índice do Custo de Vida).Também os aumentos ocorridos na habitação (0,42%) e saúde (0,18%) tiveram impacto sobre a inflação, enquanto os preços do transporte caíram 0,37%.

Além do índice geral, o Dieese calcula ainda mais três indicadores de inflação, segundo estratos de renda das famílias paulistanas. Em outubro, as taxas por estrato de renda foram maiores para as famílias de menor poder aquisitivo, e mais baixas para aquelas que têm renda mais elevada.

Estrutura de gastos

O estrato 1, que corresponde à estrutura de gastos de um terço das famílias mais pobres (renda média de R$ 377,49), apresentou a maior taxa (0,53%).

Para o estrato 2, que contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média de R$ 934,17), a taxa foi de 0,38%. A menor variação, de 0,26%, ocorreu para o estrato 3, que reúne as famílias de maior poder aquisitivo (R$ 2.792,90).

Nos últimos 12 meses, o ICV-Dieese acumula alta de 4,39 %. Nos primeiros dez meses deste ano, a taxa é de 3,38%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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