Alimentos voltam a subir em agosto e puxam alta de preços

Em: 8 de setembro de 2011
Após dois meses em deflação, os alimentos voltaram a subir em agosto (0,72%) na esteira da alta das commodities no mercado internacional, de problemas climáticos e de maiores custos de produção, segundo o IBGE
Após dois meses em deflação, os alimentos voltaram a subir em agosto (0,72%) na esteira da alta das commodities no mercado internacional, de problemas climáticos e de maiores custos de produção, segundo o IBGE

Após dois meses em deflação, os alimentos voltaram a subir em agosto (0,72%) na esteira da alta das commodities no mercado internacional, de problemas climáticos e de maiores custos de produção, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em junho e julho, os alimentos tiveram taxas negativas (-0,26% e -0,34%, respectivamente) e foram responsáveis pela desaceleração do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O índice registrou quedas de 0,15% e 0,16% naqueles meses, respectivamente. Em agosto, a taxa acelerou para 0,37%.
“Agora, o grupo alimentação voltou a pressionar e puxou o IPCA novamente para cima, acompanhando a evolução dos preços alimentícios”, disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.
A economista ressalta que, em agosto, os principais produtos alimentícios e com pesos significativos no IPCA subiram.
Entre eles, estão carnes, alta de 1,84% em agosto, o açúcar (3,90%), arroz (1,82%), frango (2,74%) e feijão (0,58%).
“O prato típico do brasileiro subiu em agosto”, disse.
Segundo Nunes do Santos, as carnes aumentaram por conta da entressafra e dos custos mais altos das rações em razão da alta de soja e milho no mercado internacional.
O aumento, diz, puxou também o preço do frango principal substituto da carne.

Redação

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