Amazonas deixa de ser atraente para polo de cosméticos

Em: 8 de setembro de 2011
Iniciativas como a definição de um Processo Produtivo Básico para o setor ainda não foram suficientes para atrair indústrias
Iniciativas como a definição de um Processo Produtivo Básico para o setor ainda não foram suficientes para atrair indústrias

Iniciativas como a definição de um Processo Produtivo Básico para o setor ainda não foram suficientes para atrair indústrias

Enquanto o setor de cosméticos evolui no país, colocando o Brasil na terceira posição em relação ao mercado mundial de HPPC (Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), de acordo com o Euromonitor, o segmento no Amazonas ainda não decolou, assim como em toda a Região Norte.
Apesar de ser uma das grandes fornecedoras de matéria-prima, extraindo substâncias como a andiroba e o açaí para abastecer as grandes indústrias nacionais, dentre as 1.659 empresas que atuam neste mercado no Brasil, a região responde por apenas 25, conforme o panorama divulgado pela Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).
De acordo com o secretário da Seplan (Secretaria de Planejamento do Estado do Amazonas), Marcelo Lima, por enquanto as operações no Estado são apenas de pequeno a médio porte, já que as de grande porte já estão instaladas em outras regiões do Brasil.
Lima salienta que, no passado, houve uma série de ações em parceria com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) para atrair empresas do segmento, iniciada com a aprovação de um PPB (Processo Produtivo Básico) para o setor. “Infelizmente, isto não foi suficiente para que as gigantes deste segmento deslocassem as suas plantas pra Manaus”, explicou.
A gerente do Programa Amazônia da empresa Natura, Luciana Villanova, declara que, embora sem diminuir a importância de uma fábrica, o grupo incluiu o Estado do Amazonas como prioritário no investimento da empresa em Ciência, Tecnologia e Inovação. “Acreditamos que este investimento é uma melhor contribuição que oferecemos ao estado, pois agrega valor local e contribui também para o desenvolvimento da região”, argumentou.
De acordo com Luciana, a presença física do grupo no Amazonas está prevista para o ano de 2012, através da Criação do Centro de Conhecimento em Manaus. Conforme a representante, “a meta é desenvolver conhecimento na Amazônia, sobre a Amazônia e para a Amazônia. A partir do desenvolvimento de novas pesquisas, a Natura pretende dar a sua contribuição para estimular a fixação de pesquisadores e cientistas locais em sua região de origem. O objetivo é envolver em rede mais de mil pesquisadores dessas instituições e colaboradores Natura até 2020”, destacou.
O secretário da Seplan pondera que é necessário investimento dos empresários locais na melhoria da cadeia produtiva, em bens de capital e capacitação de pessoas; melhor qualidade da matéria prima; e certificações para que o segmento no Amazonas se torne competitivo perante o mercado nacional.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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