O número de empresas exportadoras no Amazonas cresceu 26% nos últimos dezoito anos. De acordo com um levantamento realizado pelo Centro Internacional de Negócios do Amazonas (CIN-AM) da Federação das Indústrias do Estado (Fieam), com base nos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).
o Amazonas que tinha 176 empresas exportadoras em 2000, teve um salto para 223 em 2018, resultando em um crescimento de 26%.
O gerente do CIN-AM, Marcelo Lima explicou que a meta da entidade é que as empresas amazonenses vejam o comércio exterior como uma estratégia de competitividade e sustentabilidade dos negócios. E que se não houvesse outros entraves, como barreiras comerciais, burocracia e financiamento adequado, esse número seria maior.
Segundo Marcelo Lima, o movimento dos produtos mais exportados no último ano foi puxado pela motocicleta com 60, 26%, bebidas (refrigerantes) -15,09, mesmo em queda, ainda é um setor forte ele continua em crescimento, e barbeadores 104,50%.
Ele lembra que as empresas que atuam como maiores exportadoras no Amazonas são: Recofarma, Moto Honda, P&G, Yamaha, NCR, Procomp e Mineração Taboca.
O principal destino das exportações é a Argentina e Colômbia, que representaram mais de 50% das exportações do Estado.
Balança Comercial
O Amazonas teve um crescimento de 25% nas exportações no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado. O ranking dos produtos que tiveram maior crescimento foram: os minérios (nióbio e tântalo), com 127%; os aparelhos de barbear não elétricos, com 104%; e as motocicletas com 60%.
Para Marcelo Lima, o aumento nas exportações é reflexo de uma economia mais dinâmica e diversificada. O comércio exterior, além de uma alternativa de crescimento, amplia negócios das empresas do Estado.
Para despertar interesse dos empresários locais sobre o comércio exterior, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) organiza por meio do CIN-AM um circuito de capacitação para sensibilizar empresários sobre o comércio exterior.
Apoio
A preparação para atuar lá fora de maneira sustentada é fundamental. Por isso, em 2017, a Rede CIN conseguiu recursos da União Europeia, por meio do programa AL-Invest, para desenvolver um novo modelo de atendimento às empresas que buscam se internacionalizar, o Rota Global.
Ao todo, no Amazonas, 14 empresas receberam planos de negócios customizados às suas necessidades para dar os passos necessários rumo ao comércio exterior. A maioria dos participantes são micros e pequenas empresas.
Em breve, a metodologia do atendimento estará disponível em todos os estados do país. Recentemente, a CNI transferiu a governança do Rota Global para o Mdic, que será usado no Plano Nacional de Cultura Exportadora (PNCE). “Acreditamos que isso ajudará muito a organizar a estrutura de serviços oferecidos por diferentes instituições para apoiar a internacionalização”, ressalta Marcelo Lima.
Rodadas de negócios, cursos, programas de capacitação, consultoria e articulação de missões empresariais às grandes feiras também fazem parte das ações do CIN.







