O Amazonas teve o segundo melhor desempenho do país no mês de setembro, alcançando 4,3% na produção industrial, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Também despontaram na lista Goiás (8,8%), Ceará (2,5%), Espírito Santo (2,5%) e Pernambuco. A produção industrial caiu em 7 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, com ajuste sazonal, segundo levantamento divulgado na manhã de ontem.
Em relação ao mesmo período do ano passado, onde, na mesma pesquisa, 8 dos 14 locais registraram queda na produção, o Amazonas acentuou um aumento considerável de 11,3%, seguido apenas de Goiás, que avançou 10,7%. Na pesquisa, três estados apresentaram queda acima da média nacional, anotada em -2,0%: São Paulo (-4,2%), Rio de Janeiro (-3,0%) e Minas Gerais (-2,7%).
Segundo o Supervisor de Disseminação e Informações do IBGE, Adjalma Nogueira, o Amazonas avançou 4,3% na comparação com o mês anterior, na série livre de influências sazonais, devolvendo a queda de 4,3% observada em agosto. “O índice de média móvel trimestral mostrou expansão de 1,4% após apontar queda de 1,2% no mês anterior”, destacou.
Adjalma acrescenta que, na comparação trimestre contra trimestre, a produção industrial avançou 1,6% no terceiro trimestre de 2011, quarto resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto, período em que o estado acumulou ganho de 8,0%.
Para Adjalma, dois aspectos na Produção Industrial do Amazonas foram apontados como positivos em setembro, primeiro o crescimento de 4,3%, sendo o segundo melhor desempenho dentre as 14 Unidades da Federação e da Região Nordeste, onde o IBGE pesquisa o índice; e segundo que setembro de 2011, comparado com igual período de 2010, foi o melhor índice entre todos os locais pesquisados.
Na comparação com setembro do ano anterior, o setor industrial do Amazonas apontou crescimento de 11,3%, com nove das onze atividades pesquisadas registrando expansão na produção. Impulsionado principalmente pelo avanço na fabricação de televisores, preparações em xarope, pó para elaboração de bebidas e fornos de microondas. Os destaques positivos na composição da taxa global foram observados em máquinas, aparelhos e equipamentos de comunicações (23,4%), alimentos e bebidas (9,7%) e máquinas e equipamentos (36,6%).
No corte trimestral, a produção industrial amazonense, ao avançar 8,4% no terceiro trimestre de 2011, acelerou o ritmo de crescimento frente ao resultado observado no segundo trimestre do ano, que foi de 3,1%, ambas as comparações contra igual período do ano anterior. O ganho de ritmo entre o segundo e terceiro trimestres do ano foi verificado em oito dos onze setores investigados, com destaque para alimentos e bebidas (de –14,1% para 1,3%).
No índice acumulado no ano, observa-se expansão de 3,1%, com sete setores mostrando avanço na produção frente à igual período do ano anterior. As contribuições positivas mais significativas sobre a média global vieram dos ramos de outros equipamentos de transporte (19,9%) e equipamentos médico-hospitalares, ópticos, entre outros que juntos somam 42,7%.
Nessas atividades, Adjalma destaca que sobressaíram os avanços na fabricação de motocicletas, relógios de pulso e também o resultado positivo vindo de máquinas e equipamentos (13,0%), impulsionado pela maior produção de fornos microondas e aparelhos de ar-condicionado. “Por outro lado, o principal impacto negativo ficou com o setor de alimentos e bebidas (-15,8%), pressionado em grande parte pela menor fabricação de preparações de xaropes e pó para elaboração de bebidas”, finalizou.
Considerando todas as regiões pesquisadas este ano, a produção industrial brasileira recuou 2% em setembro, na comparação com o mês anterior. Entre as regiões, quem teve a maior queda foi o Paraná. O recuo mais expressivo foi apresentado pelo estado de agosto para setembro, quando alcançou -13,5%, saldo abaixo da média nacional.
No acumulado de janeiro a setembro de 2011, frente a igual período do ano anterior, a expansão da atividade industrial em nível nacional, que é de 1,1%, alcançou nove dos 14 locais pesquisados. O Amazonas ficou entre os que apontam taxas acima da média de 3,1%,acompanhado do Pará (2,8%) e do Rio Grande do Sul (1,9%). No desempenho positivo destes locais, observa-se a maior presença de segmentos articulados à produção de bens de capital (para transporte e construção) e de bens de consumo duráveis (motocicletas, telefones celulares e relógios), além dos avanços nos setores extrativos, farmacêutico, minerais não metálicos e de metalurgia básica.
Goiás, Pará e Paraná com bons resultados
Em nível nacional, sete locais assinalaram taxas positivas no confronto do terceiro trimestre de 2011 com igual período de 2010, com destaque para Goiás (9,7%), Paraná (9,6%) e Amazonas (8,4%), seguido do vizinho Pará com 6,3%. Os locais que mostraram os ganhos mais acentuados entre o segundo e terceiro trimestres do ano foram: Paraná (de -1,1% para 9,6%), Pernambuco (de -3,6% para 4,3%) e Amazonas (3,1% para 8,4%).
O IBGE destaca que na análise trimestral, observa-se que o setor industrial, ao mostrar crescimento nulo (0,0%) no terceiro trimestre do ano, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada no primeiro trimestre de 2010 (18,2%). Vale ressaltar que esse resultado interrompeu sete trimestres seguidos de taxas positivas nesse tipo de confronto.






