Codam busca projetos para o interior do Estado

Em: 9 de novembro de 2011
Projetos para a área de cosméticos e para o setor madeireiro são destaques na busca de beneficiar os municípios do interior
Projetos para a área de cosméticos e para o setor madeireiro são destaques na busca de beneficiar os municípios do interior

Projetos para o interior do Amazonas e discussões sobre a necessidade de se investir no extrativismo como alternativa para o modelo Zona Franca de Manaus marcaram a penúltima reunião do ano do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas), realizada ontem, já sem a presença do titular da Seplan (Secretaria de Planejamento do Estado do Amazonas), Marcelo Lima Filho.
Entre os destaques de investimentos para o interior do Estado estão as empresas Anavilhanas Indústria e Comércio de cosméticos, que prevê injetar no município de Novo Airão R$ 914,9 mil e gerar 24 postos de trabalho, e a madeireira Coming, que pretende investir R$ 1,76 milhão e criar 29 vagas de emprego no município de Manicoré.
“Essa pauta reflete o estudo de alguns meses atrás, e já demonstra o interesse de empresários por se instalarem não apenas em Manaus. Eu imagino que as próximas reuniões trarão mais projetos para o interior. A nossa perspectiva é otimista em relação à expansão do PIM para a Região Metropolitana de Manaus”, destacou o vice-governador do Amazonas, José Melo (PMDB).
Além disso, a atualização do projeto da fábrica de pneus Neotec/ Levorin confirmado ontem, com inauguração prevista para o próximo mês, deve investir R$ 78,1 milhões e empregar 909 funcionários na fabricação de pneus para motos e bicicletas. Apesar de instalada em Manaus, a fábrica deve gerar renda para as usinas de beneficiamento da borracha localizadas nos Municípios de Iranduba e Manicoré, responsáveis por fornecer parte da matéria-prima para a fábrica.
“Nós temos um potencial muito grande de extração do látex, e com o retorno de algumas famílias nós começamos a produzir, então saímos de 300 toneladas para 3 mil toneladas e devemos chegar até quase 5 mil toneladas este ano”, detalhou o diretor-presidente da Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas), Pedro Falabella.
Ele admite que no início a maior parte da borracha virá de fora, mas aposta que com o tempo, o Estado se tornará autossuficiente. “Para isso tem que ter trabalho de base, temos que criar uma nova geração de seringueiros”, afirmou.

Alternativas para a ZFM

Para o secretário titular da Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural), Eron Bezerra, investir no interior e nas culturas extrativas é o caminho para um equilíbrio econômico no Amazonas. “Investir no interior para complementar o modelo ZFM é a solução. Por causa da vulnerabilidade é preciso buscar alternativas”, defendeu.
Para Pedro Falabella, dez anos é o prazo para o Amazonas se tornar competitivo tanto em relação a borracha como na extração de outros produtos. “Eu acredito que em até dez anos seremos competitivos porque é uma alternativa viável. Ninguém está sonhando com relação à juta, a castanha, ao açaí. O caminho do Amazonas é um retorno ao extrativismo e as culturas tradicionais”, encerrou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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