AM tem maior queda do país

Em: 14 de janeiro de 2015

Entre 14 locais pesquisados pelo IBGE, a maior queda foi observada no Amazonas (-4%)

Sete dos 14 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) tiveram queda na produção industrial na passagem de outubro para novembro de 2014. A maior queda foi observada no Amazonas (-4%), segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados ontem (13). Houve quedas também em Minas Gerais (-2,6%), Santa Catarina (-1,9%), no Ceará (-1,2%), Rio Grande do Sul (-0,9%) e em Goiás (-0,1%). Principal polo industrial do Brasil, o estado de São Paulo também teve redução na produção: -2,3%. A queda média nacional foi 0,7%.
A produção industrial do Amazonas ajustada sazonalmente recuou 4,0% frente ao mês imediatamente anterior, eliminando, assim, parte do ganho de 1,3% observado em outubro último. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral, ao apontar retração de 1,3% na passagem dos trimestres encerrados em outubro e novembro, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro último, de acordo com pesquisa realizada pelo IBGE.
Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria do Amazonas registrou queda de 16,9% em novembro de 2014, oitava taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde julho de 2012 (-24,4%). No indicador acumulado de janeiro a novembro de 2014 houve retração de 3,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 3,1% em novembro de 2014, manteve a trajetória descendente iniciada em março último (9,5%) e assinalou a queda mais intensa desde maio de 2013 (-3,4%).
A produção industrial do Amazonas recuou 16,9% em novembro de 2014 frente a igual mês do ano anterior, com perfil disseminado de taxas negativas, já que oito das dez atividades pesquisadas mostraram queda na produção. Os setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-25,4%), de bebidas (-21,8%) e de outros equipamentos de transporte (-21,3%) exerceram as influências negativas mais relevantes sobre o total da indústria, pressionados, sobretudo, pela menor produção de televisores; de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais; e de motocicletas e suas peças e acessórios, respectivamente.
Outros recuos importantes ocorreram nas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%), de impressão e reprodução de gravações (-21,0%), de produtos de borracha e de material plástico (-16,0%) e de produtos de metal (-4,7%), explicados, em grande parte, pela queda na fabricação de gasolina automotiva, óleo diesel e óleos combustíveis, no primeiro ramo; de discos fonográficos e discos de vídeos (DVDs), no segundo; de peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica, pré-formas (esboços) de garrafas plásticas e cartuchos de plástico para embalagens, no terceiro; e de artefatos diversos de ferro/aço estampado e lâminas de barbear de segurança, no último. Por outro lado, o principal impacto positivo veio do setor extrativo (2,5%), impulsionado, especialmente, pela maior extração de gás natural.
O indicador acumulado para os onze meses de 2014 apontou retração de 3,8% frente a igual período do ano anterior, com oito dos dez setores investigados assinalando queda na produção. O ramo de outros equipamentos de transporte (-9,9%) exerceu o principal impacto negativo sobre a média da indústria amazonense, pressionado, sobretudo, pela menor produção de motocicletas e suas peças e acessórios.
Vale destacar ainda os recuos vindos de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,1%), de bebidas (-3,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,1%) e de impressão e reprodução de gravações (-11,3%), explicados, em grande medida, pela redução na produção de telefones celulares, relógios de pulso, receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados e rádios para veículos automotores, no primeiro ramo; de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, no segundo; de gasolina automotiva, no terceiro; e de discos de vídeo (DVDs) e discos fonográficos, no último.
Em sentido contrário, a indústria de máquinas e equipamentos (7,8%) foi a que mais influenciou positivamente o resultado global, impulsionada, principalmente, pela maior fabricação de aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo split system).

Brasil
Sete locais tiveram alta na produção nesse tipo de comparação: Pernambuco (5,3%), o Rio de Janeiro (2,5%), Espírito Santo (1,7%), a Região Nordeste (1,0%), Paraná (0,9%), o Pará (0,8%) e a Bahia (0,6%).
Nos outros tipos de comparação, o IBGE também analisa o desempenho do estado de Mato Grosso. Na comparação de novembro deste ano com o mesmo período do ano passado, em 11 dos 15 locais pesquisados houve recuo na produção. A principal queda foi observada no Amazonas (-16,9%). Houve avanço em quatro locais, com destaque para o Espírito Santo (11,7%).
No acumulado do ano, a produção caiu em dez dos 15 locais pesquisados, com destaque para o Paraná (-6,2%). Na Região Nordeste, houve estabilidade. Em quatro locais, houve alta, entre eles o Pará, com crescimento de 8,8%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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