Polo de duas rodas espera 2016

Em: 14 de janeiro de 2015

Mudanças e ajustes voltados ao segmento nacional do polo de duas rodas devem refletir na produtividade em 2015. A expectativa para este ano, segundo as fabricantes, é a manutenção dos índices fabris obtidos em 2014, quando o balanço divulgado pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) registrou a fabricação de mais de 1,5 mi motos. Para a direção da Moto Honda da Amazônia, a esperança quanto a retomada ao crescimento dos índices fabris está concentrada no próximo ano, em 2016.
O gerente de relações institucionais da Moto Honda da Amazônia, Mário Okubo, acredita que os próximos meses serão de dificuldades, em um contexto geral, por conta das mudanças que acontecem no cenário nacional, decorrentes do início de um novo período da gestão da presidente Dilma Rousseff (PT).
De acordo com Okubo, a meta da empresa é manter, neste ano, o volume de produção atingido em 2014, que foi de 1,250 milhão de motos. “Esperamos que 2016 seja o ano da virada, no qual possamos retomar o crescimento produtivo. Em comparação de 2013, a produção de 2014 registrou queda de cerca de 10%”, declara.
Segundo o gerente, a diminuição no índice produtivo é atribuído a dois fatores, que são: a realização da copa do mundo no país e em Manaus, especificamente; e a ocorrência do período eleitoral. Ele explica que durante esses meses o consumidor voltou a sua atenção aos acontecimentos da época e deixou de adquirir produtos em outras áreas. “No início de 2014 nossa projeção era de superar a produção/vendas de 2013, mas infelizmente isso não foi possível por conta da Copa e das eleições, períodos em que o público estava mais preocupado em se preparar para assistir aos jogos e depois na decisão do voto”, afirma. “Pelo que acompanhamos poucas motos foram emplacadas naquele período. Sabemos que todos os segmentos sofreram uma baixa produção ou venda nos meses dos jogos”. Apesar do cenário de crise enfrentado pelo segmento de duas rodas nos últimos 3 anos, conforme Okubo, a Moto Honda pretende continuar investindo em novos modelos e em tecnologia. Segundo a Yamaha Motor da Amazônia, o ano de 2014 foi desafiador para o setor, com queda nas vendas internas, exportações e restrição ao crédito. A empresa concorda que 2015 deve apresentar meses de dificuldades, acompanhadas de um mercado estável. Mas também assegurou que a fábrica pretende concentrar esforços para tentar reverter essa tendência. Por meio de nota a Yamaha ainda informou que no último levantamento divulgado pela entidade, no acumulado de janeiro a dezembro de 2014, enquanto o mercado apresentou queda de 5,6%, a empresa registrou crescimento produtivo de 8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa também afirmou que em breve deve apresentar novos modelos. Entre os lançamentos mais recentes feitos pela marca estão a Crosser 150 e a Fazer 150, motocicletas acessíveis, com design moderno, econômicas e de alta tecnologia. Em 2014, a Yamaha também passou a importar o modelo T-Max, motocicleta executiva que é líder no segmento na Europa.
Conforme dados divulgados pela Abraciclo, neste ano a produção de motocicletas deve ficar em torno de 1,52 mi unidades. As vendas no atacado devem atingir 1.46 mi motos e o varejo 1.47 mi. Já as exportações devem encerrar o ano com 55 mil unidades. “Mesmo diante do cenário de contenção e rigidez na economia brasileira, o setor de duas rodas poderá registrar um pequeno crescimento nos negócios em 2015, já que o mercado não sofrerá os impactos de grandes eventos, como a copa do mundo e as eleições majoritárias”, comenta Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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