Amazonas abaixo da média nacional

Em: 25 de novembro de 2013
Estado responde por apenas 1,5% do PIB do país e Participação é a mesma de 2010, aponta ibge
Estado responde por apenas 1,5% do PIB do país e Participação é a mesma de 2010, aponta ibge

OPIB (Produto Interno Bruto) do Estado do Amazonas corresponde a apenas 1,5% do total do país, ocupando a segunda colocação entre os Estados do Norte (o primeiro colocado é o Pará). O resultado das contas regionais, divulgado na sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) coloca o Amazonas no grupo intermediário, que compreende os Estados com participação entre 1,2% e 4,1% no PIB nacional.
Também integram esse grupo intermediário os Estados de Santa Catarina, Bahia, Goiás, Pernambuco, Espírito Santo, Pará, Ceará, Mato Grosso, Maranhão e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal. Quanto ao PIB per capita (PIB dividido pelo número de habitantes), o do Amazonas é de R$ 18,2 mil, o maior da região Norte, mas inferior à média nacional (R$ 21,5 mil).
São Paulo (32,6%), Rio de Janeiro (11,2%), Minas Gerais (9,3%), Rio Grande do Sul (6,4%) e Paraná (5,8%) concentravam 65,2% do PIB em 2011, 2,8 p.p. a menos que em 2002 (68,0%). Já os dez Estados com menores participações somaram 5,3% em 2011: Rio Grande do Norte (0,9%); Paraíba (0,9%); Alagoas (0,7%); Rondônia (0,7%); Sergipe (0,6%); Piauí (0,6%); Tocantins (0,4%); e Amapá, Acre e Roraima, com aproximadamente 0,2% cada.
A região Norte, com 5,4% do PIB em 2011, avançou 0,1 p.p. de participação entre 2010 e 2011. O ganho de participação da região ficou por conta do avanço de Rondônia, de 0,6% em 2010 para 0,7% em 2011, influenciado pelo impacto da construção das hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio no rio Madeira. Tocantins recuou cerca de 0,1 p.p., tendo alcançado a participação de 0,4% em 2011. Houve queda de participação da atividade de construção civil de 1,3% em 2010 para 0,7% em 2011, visto que a partir do ano de 2007 grandes obras entraram em ritmo de conclusão. Os demais Estados mantiveram a participação alcançada em 2010.

Concentração

Respondendo por 55,4% de participação no PIB nacional em 2011, o Sudeste manteve-se no mesmo patamar de 2010, embora tenha havido uma redistribuição entre a representação dos Estados da região. São Paulo passou de 33,1% em 2010 para 32,6% em 2011. Isso ocorreu porque a indústria de transformação brasileira atingiu, em 2011, sua menor participação na série (14,6% contra 16,2% em 2010). Com isso, o Estado teve perda de representatividade da indústria de transformação de 42,0% para 41,8%. Também houve queda na participação do comércio (-0,4 p.p.) e da produção e distribuição de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (– 3,6 p.p.). Já o Rio de Janeiro respondeu por 11,2% do PIB em 2011, um ganho de 0,4 p.p. em relação a 2010, resultado influenciado pela elevação do preço médio do petróleo, conferindo aumento da participação de 35,3% para 39,8% da atividade da indústria extrativa fluminense, o que aumentou o peso na economia do Estado de 9,8% para 14,5%.
A região Nordeste reduziu sua participação em 0,1 p.p. em 2011, representando 13,4% do PIB. Dos Estados nordestinos, apenas Maranhão, Paraíba e Bahia alteraram suas participações no PIB brasileiro. Maranhão (1,3%) e Paraíba (0,9%) avançaram cada um cerca de 0,1 p.p. A Bahia perdeu 0,2 p.p. entre 2010 e 2011, passando de 4,1% para 3,9%. A indústria de transformação baiana perdeu participação (de 4,1% em 2010 para 2,8% em 2011), pois houve redução de refino de petróleo. A agropecuária passou de 5,7% em 2010 para 5,4% em 2011, em função da queda na produção de milho (estiagem) e da participação da criação de aves.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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