Amazonas tem menos pedidos de falência em janeiro deste ano

Em: 14 de fevereiro de 2008
Serasa aponta que, no primeiro mês do ano, ape­nas 73 empresas fecharam definitivamente as portas, enquanto que, no mesmo intervalo de 2007, houve 95 registros, queda de 23,2%.
https://www.jcam.com.br/16022008_CAPA_A5.jpg
Serasa aponta que, no primeiro mês do ano, ape­nas 73 empresas fecharam definitivamente as portas, enquanto que, no mesmo intervalo de 2007, houve 95 registros, queda de 23,2%.

O volume de falências requeridas em janeiro deste ano, 138 no total, foi 30,3% menor que o mesmo período de 2007, encerrado com 198 pedidos. Esse foi um dos dados obtidos por um estudo do Departamento de Pesquisas, Análises e Informações Econômico-Financeiras do Serasa, divulgado no início da semana, que apontou recuo percentual também nos registros de falências decretadas.
Segundo o Serasa, em janeiro deste ano, apenas 73 empresas fecharam definitivamente as portas, enquanto no mesmo intervalo de 2007 houve 95 registros, queda de 23,2%. A pesquisa chama a atenção para o número de falências decretadas que recuou não apenas na comparação anual. Na relação com dezembro último, quando 80 empresas fecharam as portas, os indicadores apontaram que o início deste ano apresentou volume 8,8% menor.
Segundo os técnicos do Serasa, a melhor atividade econômica verificada, sobretudo no segundo semestre do ano passado, influenciou no primeiro resultado de 2008 como fortes indicadores de insolvência de empresas menores em relação aos patamares registrados em igual mês do ano passado. “Este desempenho refletido em todas os eventos de falências e de recuperações decorre das menores taxas de juros, da maior demanda interna (consumo) e da recuperação da renda no campo, principalmente nas empresas de agronegócio”, informou o assessor de comunicação do Serasa, Eldi Willms.
A presidente da Fampeam (Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Amazonas), Ivanilde Sampaio, disse que o atual panorama é uma das resultantes do regime tributário diferenciado em vigor desde julho do ano passado, o qual minimizou a carga tributária para as empresas nele enquadradas.
Segundo a dirigente, em vista do tratamento diferenciado, as pequenas viram reduzidas a um recolhimento mensal em documento único todo o antigo trâmite tributário.
“Além disso, parece haver mais conscientização do empreendedor local na hora de abrir uma firma e isso foi uma grande vitória nossa juntamente com o Núcleo de Apoio ao Empreendedor, já que só incentivamos aqueles empreendedores que de fato têm capacidade para abrir o próprio negócio”, explicou Ivanilde Sampaio.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar