Ano passado 800 animais silvestres foram encaminhados ao Refúgio da Vida Silvestre Sauim-Castanheiras, área de 95 hectares, na zona Leste de Manaus, na qual funciona o Centro de Triagem de Animais Silvestres, unidade de conservação municipal gerida pela Semmas (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade). Este ano, o centro já recebeu 200 animais, que, por viverem principalmente em fragmentos florestais são vítimas fáceis de atropelamento, descarga elétrica na rede pública ou que receberam maus tratos em cativeiros domésticos.
“São vítimas da urbanização da cidade, em sua maioria preguiças. Recebemos todos os tipos de animais silvestres, entre répteis, aves e mamíferos, que chegam de todos os bairros da cidade. Maior incidência nos bairros onde estão situadas as áreas verdes. Todos os animais recebidos no “Sauim” foram encontrados em situação de risco, seja por desencadearem medo na população que teme o que não conhece, ou por maus tratos, quando são criados como domésticos e perdem seu instinto natural de se alimentar, acasalar e procriar, além de receberem correntes e cordas nas patas e abdômen para mantê-los cativos. São animais de cativeiros (papagaios, periquitos, tartarugas, araras e primatas) e de vida livre (preguiças, iguanas, primatas, pássaros diversos, répteis em geral)”, explica a assessoria de Comunicação da Semmas.
De acordo com a assessoria, ao chegarem a Sauim, os animais são submetidos a atendimento clínico, Tratamento médico ou cirúrgico, conforme o diagnóstico, recuperação, reabilitação para a vida livre e soltura. “Infelizmente, a reabilitação e soltura não são realizados em animais amansados (domesticados), pois perderam seus instintos naturais de sobrevivência. Estes ficam no parque. Porém, os demais são libertados em áreas de preservação ou em Parques desde que sejam considerados locais seguros para os animais”, garante a assessoria.
Este ano, segundo o sub-comandante de policiamento ambiental, tenente- Coronel Flávio Diniz, foram resgatados 28 animais, entre eles, uma cobra sucuri de aproximadamente quatro metros, que foi encontrada em uma área nas proximidades do conjunto Tocantins, na zona Centro-Sul de Manaus.
“Normalmente são animais que vivem em fragmentos florestais. Muitos aos saírem desses pedaços de florestas são vítimas de atropelamento ou descargas elétricas e, ao ser acionado, o Batalhão de Policiamento Ambiental faz o resgate, presta os primeiros socorros e depois encaminha a um refúgio de reabilitação. Ainda há grandes fragmentos florestais em Manaus, nos quais vivem cotias, serpentes, iguanas, entre outros animais. Muito desses locais ainda são utilizados para caça ilegal de animais silvestres. São poucos, mais ainda existem”, diz o tenente- coronel.
Desde 2009, mais de 3.200 animais já foram atendidos pelo Refúgio, com uma taxa de retorno à natureza de 70%. O Refúgio foi criada em 1982, com o objetivo de conservar populações do primata Sauim-de-Manaus (Saguinus bicolor) e de castanheiras (Bertholetia excelsa). Além disso, abriga uma das principais nascentes do Igarapé do Quarenta. Parque está localizado na Alameda Cosme Ferreira, s/n°, no Distrito Industrial 2. Telefone para atendimento do Serviço de Resgate de Animais Silvestres é (92) 3618-9345, e o atendimento funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h. Devido ao trabalho com animais silvestres de vida livre, o Refúgio não é aberto à visitação.
Animais Silvestres são encaminhados ao Centro de Triagem
Em: 5 de junho de 2014
Todos aqueles recebidos no Sauim foram encontrados em situação de risco
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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