Ano Novo mais econômico, aponta pesquisa CNDL e SPC

Em: 9 de janeiro de 2020
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Guardar dinheiro deve ser a prioridade do brasileiro em 2020. Pelo menos é o que revela uma pesquisa divulgada ontem, (2), pela pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Cerca de 48% dos entrevistados afirmaram que poupar grana é a uma das metas. A constatação segue a mesma linha pelo segundo ano consecutivo.

No entendimento do presidente da FDCL-AM (Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ezra Azury Benzion, o Brasil têm uma das menores taxas de poupança do mundo então o brasileiro querer aumentar um pouco a poupança não é novidade. “Há vários anos isso tem sido uma das metas. No entanto, para que isso aconteça, é necessário ter um pouco mais de renda. E se isso for possível, parte da população vai conseguir economizar. Outra parte, aquelas são aquelas que acabam consumindo algumas coisas como por exemplo algum desejo de consumo”. O presidente da entidade diz que se realmente existe essa expectativa de que haja mais dinheiro circulando e que a confiança do consumidor aumente é porque é sinal de que vai ser um ano bom e com certeza o consumo também vai crescer”. 

Conforme o levantamento outras intenções dos brasileiros para este ano são fazer uma viagem, comprar ou reformar a casa e sair do vermelho. A pesquisa aponta que caiu o percentual de brasileiros que esperam uma melhora em sua vida financeira de 72% para 65%.

Outros 21% acreditam que em 2020 sua situação deve ser igual e 7% pior. Os otimistas esperam manter as contas em dia, economizar e realizar algum sonho de consumo. Dentre os que esperam a concretização dos planos, 64% acreditam de que as coisas vão melhorar e 49% estão se organizando financeiramente.

O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, afirma que, mesmo com a percepção menos otimista do que a observada no início de 2019, agora as evidências de uma retomada estão mais fortes.

“Ainda que o ano de 2019 tenha exigido contenções de gastos entre os brasileiros, face ao desemprego e à perda do poder de compra, tudo indica que o país voltará a receber investimentos em 2020. A continuidade das reformas estruturais será essencial para preparar as bases de um novo ciclo de prosperidade em um futuro próximo”, afirma.

Na avaliação do economista, Armando Valle, de fato, é um desejo natural na época de crescimento econômico e de esperança econômica de emprego do brasileiro fazer poupança. E que esse desejo de poupança está sempre ligado a algum bem mais à frente “por tudo que a gente vê, isso sempre está conectado a forma de pensar de todo brasileiro que pretende crescer. E vem no momento em que há esperanças maiores de crescimento para o ano de 2020. O Brasil está envolvido neste momento numa onda de otimismo evidente e claro com razões”.

Segundo Valle, depois de anos de crise, gastar também é um assunto que tomou um outro perfil “o brasileiro hoje tem a sensação de que poupar é bom e sempre que ele puder fazer isso e esse momento econômico de otimismo para esse ano, aumenta o desejo de não gastar e poupar e acredito que sempre ligado a um desejo como por exemplo a casa própria.

Quanto a retomada de níveis de confiança da economia, o economista Vitor Nunes destaca que ao observar o nível de confiança do  consumidor e da indústria é possível ter a percepção de números bem melhores que há quatro anos atrás tanto empresários quanto os consumidores estão mais otimistas.  “Isso é um sinal de mais dinheiro circulando a gente consegue ver essa melhora no consumo, nas contratações e no investimento e de alguma forma o Amazonas acompanha”. De acordo com o especialista, o levantamento está atrelado a um novo olhar do consumidor quando o assunto é orçamento “o cidadão repensa no orçamento, enxuga onde tava mais pesado e baixa um pouco o padrão de vida. A maioria das pessoas repensam a forma de consumir e de gastar. Estão bem mais conscientes em relação ao orçamento familiar”, ressalta.

Metas de 2019

Em 2019, a maioria dos brasileiros disseram conseguir realizar pelo menos um projeto que tinham para o ano, sendo os principais deles cuidar da saúde, pagar dívidas, fazer uma reserva financeira, realizar um tratamento odontológico e comprar ou reformar a casa. Por outro lado, apenas 16% garantem ter concretizado todos os planos traçados e 15% não alcançaram nenhuma meta planejada.

Do total, 83% não conseguiram cumprir algum projeto, principalmente guardar dinheiro. Os principais motivos são achar o preço das coisas muito alto, afirmarem que o dinheiro mal deu para pagar as contas mensais e o surgimento de imprevistos. Além disso, 21% deixaram de alcançar suas metas por perderem o emprego ou terem alguém de casa na mesma situação.

A pesquisa mostra também que 78% dos consumidores fizeram cortes no orçamento em 2019, principalmente em refeições fora de casa (46%), compra de itens e vestuário, calçados e acessórios (44%), viagens (41%), ida ao cinema ou teatro (36%), saída a bares e casas noturnas (35%) e gastos com salão de beleza (34%).

Por dentro

Foram entrevistadas 600 pessoas, entre 25 de novembro e 4 de dezembro de 2019, de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais, em todas as regiões brasileiras. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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