Área da saúde ajuda a manter empregos nos últimos 12 meses

Em: 29 de janeiro de 2020
Setor foi responsável por 21,9% dos empregos gerados no país
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Setor foi responsável por 21,9% dos empregos gerados no país

A área de saúde é destaque quando o assunto é mercado de trabalho. É nesse setor que 21,9% dos empregos foram gerados no país nos últimos 12 meses. O Relatório de Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde, produzido pelo IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) evidencia a cadeia de saúde como responsável por 5,1 milhões de brasileiros empregados no Brasil. 

De acordo com o relatório, no período analisado, o setor público registrou saldo negativo de 3 mil postos de trabalho (estatutários, CLT e comissionados). Já o setor privado abriu 110,7 mil novas vagas formais.

O superintendente executivo do IESS, destaca que as atividades econômicas ligadas à saúde agiram como um grande motor da economia ao longo do ano, principalmente no setor privado.

Até o fim de novembro de 2019, a região Norte, apresentou o menor número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, 134 mil.  De acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) o Amazonas teve uma variação de 1,3% em relação aos últimos doze meses no mercado de trabalho mantendo um cenário estável. A análise é do presidente do Sinessam (Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Amazonas) Adriano Terrazas.  

“No setor privado, ocorreu de forma natural a rotação de empregados, visto que em 2019, tivemos pouco investimento e geração de novos serviços e empregos. Tivemos sim, um serviço diminuindo drasticamente no número de funcionários e outros serviços quase que absorvendo o mesmo número de empregados (não necessariamente os mesmos)”, avalia.

Terrazas considera que o Brasil vive uma crescente onda de investimos externos e internos no setor de saúde privado, com fusões e aquisições em quase todas as regiões do País, e 2019 pode ter sido o ápice destes investimentos. 

“No nosso estado a situação têm suas particularidades, tivemos uma queda no número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalar a partir de 2016, porém desde 2018 estamos oscilando na casa dos 522 mil usuários”. 

Ele reitera que houve uma concentração destes usuários em planos de saúdes "verticalizados" (planos de saúde que possuem serviços próprios e quase ou nunca compram serviços de outros estabelecimentos privados). Estes  planos, conforme dados da ANS (Agência Nacional de Saúde), detém 68,04%, ou seja, os demais estabelecimentos, tiveram seu mercado de atuação quase que na sua totalidade, voltado aos 32% restantes.

No setor público, o Norte gerou, 160.392 mil postos de trabalho ganhando apenas da região Sul que se destaca por apresentar o menor número de pessoas empregadas no setor público, sendo 157.796 vínculos.

Por dentro

491,9 mil vagas de trabalho formal foram criadas entre outubro de 2019 e o mesmo mês de 2018. Destas, 107,6 mil concentram-se no setor de saúde. O setor  responde por 1/5 dos novos empregos no País. O instituto aponta que setor está contratando em ritmo superior à média nacional*

Regiões

O Sudeste foi a região com o maior saldo de contratações no setor privado e, ao mesmo tempo, maior total de demitidos na esfera pública. Nos 12 meses encerrados em outubro deste ano, a região criou 52,8 mil novos empregos no setor privado e fechou 5,5 mil no público. Saldo de 47,3 mil.

Outro destaque do levantamento foi a região Centro-Oeste. A única a registrar incremento no total de vagas públicas na cadeia produtiva da saúde: 7,5 mil. Já no setor privado foram contabilizados mais 19,4 mil postos de trabalho. No total, a cadeia produtiva da saúde emprega 5,1 milhões de brasileiros, sendo 1,5 milhão no setor público e 3,6 milhões no privado. O montante é 2,1% superior ao registrado em outubro de 2018 e representa 11,7% da força de trabalho no País.

Cechin ressalta que o porcentual vem crescendo, com o setor respondendo por uma fatia cada vez maior dos empregos. "Na mesma época do ano passado, o setor respondia por 11,6% da força de trabalho. O crescimento de 0,1 ponto porcentual em 12 meses pode não parecer muito, mas é bastante expressivo e representa a criação de mais de 100 mil novos empregos", avalia. "O resultado é especialmente positivo uma vez que a tendência é de crescimento continuado ao longo de 2020 e, também, dos próximos anos", conclui.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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