A previsão do tempo anuncia chuvas para as próximas semanas, em decorrência da chegada de frentes frias e massas de ar polar. Entretanto, este aumento nos níveis pluviométricos não afetará imediatamente o preço da energia, como é esperado por consumidores.
O início da primavera comprovou a recente tendência da meteorologia em não acompanhar os aspectos climáticos estabelecidos pela estação. Digo isto porque, nos últimos dias de setembro, as temperaturas em várias cidades, sobretudo na Região Centro-Oeste, atingiram picos muito elevados, enquanto outras localidades, como, por exemplo, o Rio Grande do Sul, têm sofrido inclusive com a presença de neve – fato ocorrido neste mesmo período apenas 12 anos atrás.
Observando este cenário, é possível notar que, assim como nos seis primeiros meses deste ano, não será nada fácil estabelecer os preços que serão praticados pelo setor energético no segundo semestre. Isso se torna tarefa para profissionais.
É extremamente importante que as empresas sejam assessoradas por comercializadoras e gestoras, devidamente credenciadas e referenciadas nos órgãos cabíveis, como a Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia) e com competência técnica comprovada. Há um risco iminente aos que não considerarem esse tópico, comprovado pelo crescimento da inadimplência, que, segundo a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), atingiu 13,83% no último trimestre e totalizou prejuízo de R$ 73 bilhões entre os agentes que tinham contas a receber.
Essa ocorrência, além de desvantajosa, tira a estabilidade de mercado e provoca reflexos adversos, entre eles a mudança na forma de contratação de energia. Para garantir que as “engrenagens” do setor funcionem normalmente, as comercializadoras têm priorizado os contratos mais seguros e com menores valores.
A esperança está no novo modelo de garantias desenvolvido pela CCEE, em que são necessárias mais comprovações de capacidade financeira. Este novo formato aumenta o monitoramento do setor e provoca o desligamento mais imediato de agentes inadimplentes. Com isso, a casa começa a ser arrumada e a sujeira começa a ir para a lixeira, e não mais para baixo do tapete.
ARTIGO: Chove inadimplência no setor de energia
Em: 3 de outubro de 2012
Este novo formato apresentado aumenta o monitoramento do setor
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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