Artur ou Vanessa: prefeito eleito terá facilidades

Em: 16 de outubro de 2012
À primeira vista, na nova bancada da CMM (Câmara Municipal de Manaus), que iniciará seus trabalhos no próximo dia 1º de janeiro, há um equilíbrio de forças
À primeira vista, na nova bancada da CMM (Câmara Municipal de Manaus), que iniciará seus trabalhos no próximo dia 1º de janeiro, há um equilíbrio de forças

À primeira vista, na nova bancada da CMM (Câmara Municipal de Manaus), que iniciará seus trabalhos no próximo dia 1º de janeiro, há um equilíbrio de forças.
Liderada pelo governador Omar Aziz (PSD), a coligação “Melhor para Manaus 1” (PP, PSD e PCdoB), que elegeu sete vereadores, facilitaria a vida de Vanessa Grazziotin (PCdoB), caso ela venha a ser prefeita. Já a coligação “O futuro é agora” (PSDB, PPS), do candidato Artur Virgílio, garantiu seis cadeiras no parlamento municipal. Enquanto isso, a bancada liderada pelo atual prefeito, Amazonino Mendes (PDT), também levou sete representantes ao Legislativo, pela coligação “Manaus nossa responsabilidade” (PDT, PRTB, PHS, PRP e PPL).
Correndo por fora estão o PT (três vereadores) que, em tese, apoiaria Vanessa; e o PSB (dois vereadores) que neste momento do jogo caminha com Artur Neto.
Quem desequilibraria esse jogo, portanto, seria o PTN, que mesmo independente, surpreendeu e conseguiu eleger cinco vereadores, e seria “o coringa” da CMM.
Mas, de acordo com o cientista político Breno Rodrigo, muita coisa pode mudar após o fim do segundo turno. Segundo Breno Rodrigo, quando as eleições majoritárias terminam, há uma tendência maior ao governismo, ou seja, que os parlamentares se mantenham ao lado de quem está no poder.
“Essa redefinição na política de coalizão vai editar o novo perfil do Legislativo. E nessa redefinição não é vantagem ser oposição, já que a oposição não tem direito ao orçamento. Ninguém quer se opor ao governo, embora possa fazer um discurso contra o governo. Quem está ao lado do governo pode indicar secretarias ou pleitear órgãos da administração indireta. Essa redefinição é o que conta; não o que foi dito na eleição. Eleição é uma coisa, governar é outra. Tanto faz se o eleito será Artur ou Vanessa, ambos terão muita facilidade e trânsito fácil no Legislativo”, avalia.
Ele cita, como exemplo desta dinâmica, a gestão do prefeito Amazonino Mendes, que agrega políticos de outros partidos à sua bancada e tem ‘vida fácil’ na CMM. “O Amazonino tem gente do PSDB e do PT ao seu lado”.
Ainda de acordo com Breno Rodrigo, existe uma espécie de ‘prazo de tolerância’ para que os novos eleitos saiam de cima do muro e se posicionem. “Nos primeiros cem dias do novo governo os parlamentares abrem negociação com todo mundo, buscam apoios e firmam alianças. Após este período, todos tendem a ser mais governo”, reforça o cientista político.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar