As aventuras de Richard na Amazônia

Em: 16 de julho de 2014
Livro traz imagens fantásticas que desvendam relação entre o homem, os animais e a floresta
Livro traz imagens fantásticas que desvendam relação entre o homem, os animais e a floresta

Ideal para quem gosta de aventuras nas regiões mais inóspitas do planeta, no caso, na Amazônia, o livro “A Amazônia Selvagem de Richard Rasmussen – uma aventura na floresta pelas lentes de Márcio Lisa”, que será lançado na sexta-feira (25), na Livraria Saraiva, do Manauara Shopping, mostra os bastidores das filmagens dos programas para a TV, desvendando a relação entre o homem, os animais e a floresta, por meio de belíssimas fotos.
Richard ficou conhecido nacionalmente depois de apresentar no SBT e na Record, programas nos quais interagia com animais, a maioria perigosos, como cobras e jacarés. Atualmente o aventureiro produz e apresenta o programa “Mundo Selvagem” na Nat Geo. Em 2012, viajando pela Amazônia, Richard e o fotógrafo Márcio Lisa, captaram imagens tanto para os programas do aventureiro quanto para o livro que está sendo lançado em dez capitais brasileiras.
Parte da venda do livro será revertida ao tratamento de crianças com necessidades especiais. Editora Photos firmou parceria com o Instituto Anahata de Manaus, que realiza o projeto Bototerapia, uma técnica de inclusão social associada ao contato e interação pacífica com botos cor-de-rosa amazônicos livres e amigáveis. Ela ajuda no equilíbrio e locomoção e é utilizada com sucesso na reabilitação de pacientes. Com oito anos de existência e reconhecimento internacional, o Instituto Anahata recebe por ano, cerca de 50 famílias de crianças com necessidades especiais ou patologias, para tratamento totalmente gratuito. Além de relaxar a musculatura e auxiliar no equilíbrio, o tratamento conecta as crianças com a natureza e aumenta a autoconfiança delas.
Em entrevista, diretamente de São Paulo, ao Jornal do Commercio, Richard falou um pouco mais sobre suas experiências na Amazônia. Confira!

Bate-Bola

u objetivo nessa viagem à Amazônia?
Richard: Estávamos gravando duas séries em paralelo, “Aventura Selvagem”, para o SBT e “Mundo Selvagem”, para o National Geographic.

JC: Você já conhecia a região?
Richard: Sim, já perdi a conta de quantas vezes estive na Amazônia. Amo essa região e no futuro ainda terei meu próprio barco regional para poder passar mais tempo por aí. Meu objetivo sempre foi mostrar a cultura e a vida selvagem da região. Já estive no Amazonas gravando para a Record, SBT e National Geographic em Manaus, Itacoatiara, Parintins, Presidente Figueiredo, Manacapuru, Iranduba, Novo Airão, Mamuri, Barcelos e uma série de outras cidades.

JC: Desta feita, foram seis meses passados por boa parte da Amazônia. O que aprendeu nesse tempo todo, o que ensinou, o que teria a dizer sobre essa experiência?
Richard: Passamos praticamente todo o segundo semestre de 2012 na região. A natureza, com sua fauna e flora, pertence a todos nós, seres humanos, que somos seus responsáveis, guardiões e protetores. A natureza não pertence a um determinado cientista, ao Ibama, a uma ONG, ao madeireiro, ao governo, à indústria. Pertence a nós. E você cuida daquilo que lhe pertence, assim como cuida de sua casa, de seu corpo, de seus brinquedos. O planeta levou bilhões de anos para se tornar perfeito. Nossos filhos, netos, bisnetos e tataranetos têm o direito de receber o planeta em melhores condições que nós recebemos.

JC: Em aventuras pela Amazônia, sempre se enfrentam perigos. Quando, em alguma situação, sentiu medo?
Richard: Senti muito medo nos minutos que antecederam o ritual das formigas com os índios sateré-mawé. Já havia passado por essa experiência outras duas vezes, e sabia o que me esperava. É impossível esquecer a dor provocada por mais de 200 formigas tocandiras nas luvas ferroando minhas mãos.

JC: Qual a imagem conseguida por vocês que jamais conseguirão outra na vida?
Richard: Sempre acabamos flagrando momentos únicos. Talvez um momento que seja difícil de se repetir, foi o de uma onça caçando um jacaré no Pantanal. Acompanhamos o encontro desde o início: a onça se aproximando, tirando o jacaré da água, sendo atacada por abelhas, até finalmente sumir com sua presa atrás do barranco.

JC: O livro “A Amazônia Selvagem de Richard Rasmussen – uma aventura na floresta pelas lentes de Márcio Lisa” vem fechar os trabalhos de você e do Márcio aqui na região? Adiante para os fãs onde serão seus próximos trabalhos.
Richard: Não, absolutamente não. Com certeza retornaremos em breve para essa região que tanto admiro. Estamos partindo para uma nova expedição de cinco meses na África.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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