Ideal para quem gosta de aventuras nas regiões mais inóspitas do planeta, no caso, na Amazônia, o livro “A Amazônia Selvagem de Richard Rasmussen – uma aventura na floresta pelas lentes de Márcio Lisa”, que será lançado na sexta-feira (25), na Livraria Saraiva, do Manauara Shopping, mostra os bastidores das filmagens dos programas para a TV, desvendando a relação entre o homem, os animais e a floresta, por meio de belíssimas fotos.
Richard ficou conhecido nacionalmente depois de apresentar no SBT e na Record, programas nos quais interagia com animais, a maioria perigosos, como cobras e jacarés. Atualmente o aventureiro produz e apresenta o programa “Mundo Selvagem” na Nat Geo. Em 2012, viajando pela Amazônia, Richard e o fotógrafo Márcio Lisa, captaram imagens tanto para os programas do aventureiro quanto para o livro que está sendo lançado em dez capitais brasileiras.
Parte da venda do livro será revertida ao tratamento de crianças com necessidades especiais. Editora Photos firmou parceria com o Instituto Anahata de Manaus, que realiza o projeto Bototerapia, uma técnica de inclusão social associada ao contato e interação pacífica com botos cor-de-rosa amazônicos livres e amigáveis. Ela ajuda no equilíbrio e locomoção e é utilizada com sucesso na reabilitação de pacientes. Com oito anos de existência e reconhecimento internacional, o Instituto Anahata recebe por ano, cerca de 50 famílias de crianças com necessidades especiais ou patologias, para tratamento totalmente gratuito. Além de relaxar a musculatura e auxiliar no equilíbrio, o tratamento conecta as crianças com a natureza e aumenta a autoconfiança delas.
Em entrevista, diretamente de São Paulo, ao Jornal do Commercio, Richard falou um pouco mais sobre suas experiências na Amazônia. Confira!
Bate-Bola
u objetivo nessa viagem à Amazônia?
Richard: Estávamos gravando duas séries em paralelo, “Aventura Selvagem”, para o SBT e “Mundo Selvagem”, para o National Geographic.
JC: Você já conhecia a região?
Richard: Sim, já perdi a conta de quantas vezes estive na Amazônia. Amo essa região e no futuro ainda terei meu próprio barco regional para poder passar mais tempo por aí. Meu objetivo sempre foi mostrar a cultura e a vida selvagem da região. Já estive no Amazonas gravando para a Record, SBT e National Geographic em Manaus, Itacoatiara, Parintins, Presidente Figueiredo, Manacapuru, Iranduba, Novo Airão, Mamuri, Barcelos e uma série de outras cidades.
JC: Desta feita, foram seis meses passados por boa parte da Amazônia. O que aprendeu nesse tempo todo, o que ensinou, o que teria a dizer sobre essa experiência?
Richard: Passamos praticamente todo o segundo semestre de 2012 na região. A natureza, com sua fauna e flora, pertence a todos nós, seres humanos, que somos seus responsáveis, guardiões e protetores. A natureza não pertence a um determinado cientista, ao Ibama, a uma ONG, ao madeireiro, ao governo, à indústria. Pertence a nós. E você cuida daquilo que lhe pertence, assim como cuida de sua casa, de seu corpo, de seus brinquedos. O planeta levou bilhões de anos para se tornar perfeito. Nossos filhos, netos, bisnetos e tataranetos têm o direito de receber o planeta em melhores condições que nós recebemos.
JC: Em aventuras pela Amazônia, sempre se enfrentam perigos. Quando, em alguma situação, sentiu medo?
Richard: Senti muito medo nos minutos que antecederam o ritual das formigas com os índios sateré-mawé. Já havia passado por essa experiência outras duas vezes, e sabia o que me esperava. É impossível esquecer a dor provocada por mais de 200 formigas tocandiras nas luvas ferroando minhas mãos.
JC: Qual a imagem conseguida por vocês que jamais conseguirão outra na vida?
Richard: Sempre acabamos flagrando momentos únicos. Talvez um momento que seja difícil de se repetir, foi o de uma onça caçando um jacaré no Pantanal. Acompanhamos o encontro desde o início: a onça se aproximando, tirando o jacaré da água, sendo atacada por abelhas, até finalmente sumir com sua presa atrás do barranco.
JC: O livro “A Amazônia Selvagem de Richard Rasmussen – uma aventura na floresta pelas lentes de Márcio Lisa” vem fechar os trabalhos de você e do Márcio aqui na região? Adiante para os fãs onde serão seus próximos trabalhos.
Richard: Não, absolutamente não. Com certeza retornaremos em breve para essa região que tanto admiro. Estamos partindo para uma nova expedição de cinco meses na África.







