Associação nega casos da doença vaca louca no Brasil

Em: 22 de novembro de 2010
Presidente da Abiec afirma que apenas um caso está sendo investigado em Campinas (SP) por suspeita da Doença de Creutzfeldt-Jakob
Presidente da Abiec afirma que apenas um caso está sendo investigado em Campinas (SP) por suspeita da Doença de Creutzfeldt-Jakob

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) enfatiza que não há casos de vaca louca no país e dificilmente a doença será detectada tendo em vista o rigoroso padrão adotado na produção nacional. O presidente da entidade, Antonio Jorge Camardelli, comentou a notícia de que em Campinas (SP) um caso está sendo investigado por suspeita de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), cuja causa provável é a ingestão de carne contaminada pela encefalopatia espongiforme bovina (EEB), popularmente conhecida como doença da vaca louca.
“O Brasil nunca teve e dificilmente terá casos de vaca louca. Isso porque existe um controle extremamente rígido tanto na produção de carne quanto no risco e diagnóstico da doença”, afirmou o executivo. “Essa é uma citação pontual e ainda precipitada, pois é uma notificação de suspeita e investigações ainda estão sendo feitas. De qualquer forma temos segurança de que essa notícia não tem nada a ver com o sistema de produção de carnes e, portanto, nada afeta na indústria”, completou.
A Vigilância em Saúde Municipal de Campinas informou, por meio de nota oficial, que foi notificada na sexta-feira, 12, sobre o caso, tratado com sigilo, e que não há transmissão da doença no Brasil. O paciente internado é médico e, segundo informações extraoficiais, esteve na Europa. O Hospital Beneficência Portuguesa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a doença neurológica não está confirmada e que o caso está sendo investigado.
Camardelli ainda ressaltou que o governo brasileiro tem um sistema de fiscalização “profissional e estruturado” para evitar o surgimento da doença no país. A inserção de ração para bovinos com ingredientes de origem animal, principal fonte de transmissão da EBB, conhecida mundialmente como a doença da vaca louca, é proibida pela Instrução Normativa nº 08/2004, do Ministério, e pela Lei Estadual nº 3.823/09 e desde 2006 o ministério proibiu o uso da proteína e da farinha de carne e ossos proveniente de ruminantes na alimentação desses animais como forma de evitar a aparição da doença.
“Nos frigoríficos com inspeção federal e que são associados à Abiec existe a obrigatoriedade da destruição de material de risco. Inclusive a destruição é controlada, pois tem que seguir regras do trinômio: temperatura, tempo e pressão”, explica o presidente da entidade.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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