Atividade da construção civil registra desaceleração e inflação mais elevada

Em: 27 de maio de 2011
A indústria brasileira da construção civil passa por um período de desaquecimento e preços altos, pelo menos segundo os levantamentos da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da (Fundação Getúlio Vargas), respectivamente
A indústria brasileira da construção civil passa por um período de desaquecimento e preços altos, pelo menos segundo os levantamentos da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da (Fundação Getúlio Vargas), respectivamente

A indústria brasileira da construção civil passa por um período de desaquecimento e preços altos, pelo menos segundo os levantamentos da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da (Fundação Getúlio Vargas), respectivamente.
Sondagem da entidade empresarial revela que o nível de atividade efetivo do setor em abril -a avaliação das empresas sobre o ritmo habitual nesse mês- registrou 48,3 pontos, ante 49,5 pontos no mês anterior. O indicador varia de 0 a 100 e valores acima de 50 indicam crescimento da atividade e expectativa positiva.
As pequenas empresas (48,4 pontos) foram as que mais desaceleraram em abril, seguidas pelas médias (49,7 pontos). Só as empresas de grande porte elevaram o ritmo de atividade, com 52,4 pontos, um ponto a mais sobre março.
O gerente da Unidade de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, atribui boa parte da queda no ritmo do setor à contenção dos gastos públicos federais e, no caso dos governos estaduais, à redução da execução ou mesmo paralisação de vários empreendimentos, para reavaliação, onde houve sucessão de governadores.
“O aumento da inflação e dos juros e as dificuldades de crédito também têm contribuído para algum arrefecimento da demanda. Numa conjuntura como essa, as pessoas pensam duas vezes diante de um comprometimento grande e de longo prazo da renda”, acrescentou.

Custo maior

Os números mais recentes do INCC – M (Índice Nacional de Custo da Construção M) confirmam a avaliação. O indicador da FGV registrou variação de 2,03% em maio, com forte aceleração ante o resultado do mês anterior (0,75%). No ano, acumula alta de 4,04% e, nos últimos 12 meses, de 8,18%. O índice é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
O item relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,45%, ante 0,36% no mês anterior. A parcela relativa a serviços passou de uma taxa de 0,21%, em abril para 0,53%, em maio, com destaque para a aceleração do subgrupo serviços técnicos, que foi de uma variação de 0,12% para 1,01%.
O grupo Mão de Obra apresentou alta de 3,70% em maio, ante 1,16% anteriormente. Salvador, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo registraram variações de 3,52%, 6,02%, 4,23% e 5,34%, respectivamente, devido aos reajustes salariais ocorridos em função da data base.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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