Atividade econômica cai 0,33%

Em: 16 de setembro de 2013
No entanto, O resultado foi melhor do que a projeção do Valor Data
No entanto, O resultado foi melhor do que a projeção do Valor Data

Depois do avanço no mês de junho, a economia brasileira voltou a mostrar contração em julho. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) caiu 0,33% em julho, na série com ajuste sazonal.
O dado dessazonalizado (livres de influências típicas de certa época do ano) de julho do indicador foi pior do que a alta vista em junho ante o mês anterior, quando o IBC-Br apontou crescimento de 1,03%, número revisado ante avanço de 1,13% divulgado anteriormente.
A variação mensal de menos 0,33% foi melhor do que a média projetada pelas 13 instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, que sugeria contração de 0,6% em julho ante junho, no dado ajustado.
O intervalo de projeções variava de queda de 0,1% a 1%. O prognóstico feito pelas instituições ouvidas pelo Valor Data levava em consideração a queda da produção industrial (baixa de 2% no mês de julho) e o resultado melhor do que esperado pelas vendas no varejo, divulgado ontem pelo IBGE (avanço de 1,9% em julho).
O IBC-Br mostrou alta de 3,38% em julho ante igual período do ano passado, na série sem ajustes. Considerando a sazonalidade, foi verificado avanço de 2,60% na mesma comparação. E nos 12 meses acumulados em julho, o aumento foi de 2,3%, com ajuste sazonal e alta de 2,11% sem ajuste. No ano, o aumento é de 2,97% (sem ajuste) e 3,10% considerada a sazonalidade.
O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços). A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores acrescida dos impostos sobre produtos.
O índice já foi considerado uma prévia do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), mas o desencontro entre o IBC-Br e os dados oficiais da economia fizeram os analistas olharem com cautela para os números. No primeiro trimestre, por exemplo, mais uma vez o resultado do PIB ficou bem abaixo das estimativas do BC, levantando dúvidas sobre a qualidade do seu indicador.

Retomada

O presidente do BC (Banco Central), Alexandre Tombini, disse que “as perspectivas para a economia internacional têm melhorado”, durante encontro com dirigentes da Associação Nacional de Jornais, em São Paulo. Ele entende que a economia mundial está em transição, dando início ao processo de normalização das condições monetárias.
O encontro foi fechado à imprensa, mas a assessoria do banco divulgou nota na qual salientou que o momento de transição apresenta desafios para os quais o Brasil está preparado, e “o BC tem atuado para reduzir a volatilidade (variação) decorrente desse processo”.
Tombini destacou a importância do programa de leilões de swap cambial [método equivalente à venda de dólares no mercado futuro], promovidos de segunda-feira a quinta-feira, e os leilões de venda de dólares com compromisso de recompra, sempre às sextas-feiras.
O programa, segundo ele, além de conferir previsibilidade, oferece proteção cambial aos agentes econômicos durante o período de transição da economia internacional. Desde a sua adoção, no último dia 22, o real valorizou mais de 6% em relação ao dólar norte-americano e apresentou o melhor desempenho entre os países emergentes, acrescentou.
O presidente do banco destacou que o crescimento interno da atividade econômica tem se materializado de forma gradual, com destaque para o desempenho da produção de bens de capital, ligados ao investimento.
Disse, também, que a consolidação da economia como um todo, e do investimento em particular, passa pelo fortalecimento da confiança das empresas e das famílias, manifestada, em parte, no aumento das vendas no varejo, em julho, conforme números divulgados pelo IBGE. Fato que, no seu entender, “corrobora a perspectiva de melhora da economia”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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