Atividade recua em setembro

Em: 4 de outubro de 2012
Pesquisa revela primeira queda do ano na comparação mês a mês no indicador que mede a movimentação do varejo
Pesquisa revela primeira queda do ano na comparação mês a mês no indicador que mede a movimentação do varejo

Afetada por um efeito de calendário e uma desaceleração no segmento de veículos, a atividade do comércio recuou 1,8% em setembro em relação a agosto, segundo indicador da Serasa Experian. Foi a primeira queda nesta comparação desde fevereiro.
Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve alta de 10,3%. A variação do indicador é prejudicada pelo menor número de dias úteis de setembro -19 ante os 23 de agosto.
O mês passado foi o setembro com o menor número de dias úteis desde 2007.
Para os economistas da Serasa Experiarn, a queda é pontual e não pode ser interpretada como uma interrupção no processo de retomada observado a partir do meio do ano.
Na comparação mensal, os seis segmentos mapeados pelo levantamento tiveram recuo. Os mais afetados foram o varejo de material de construção (-9,4%) e o de veículos (-9,5%).
O primeiro sofreu mais o impacto do efeito calendário. Já a retração nas concessionárias de veículos está ligada também à antecipação de compras em agosto, quando venceriam as medidas de estímulo do governo, depois prorrogadas.
A previsão é de avanço do índice nos próximos meses. Até setembro, a atividade do comércio acumula alta de 9,1%.
Depois de um primeiro semestre fraco, a economia vem ganhando força em especial à reboque de desonerações feitas pelo governo sobre bens de consumo, como o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros e para a linha branca.
Só em agosto, foram vendidos mais de 400 mil veículos no país, a maior marca da história. Levantamento divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o efeito ajudou a indústria a reagir com mais força em agosto.
As vendas devem se acelerar nos próximos meses puxadas pela redução do nível de endividamento das famílias e pela aproximação das festas de final de ano, tradicionalmente mais forte para o comércio.
Especialistas questionam, contudo, se a antecipação de compra para bens duráveis, como os carros, por exemplo, pode tirar fôlego dos consumidores nos próximos meses.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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