As reservas internacionais do país atingiram pela primeira vez a marca de US$ 181 bilhões, segundo o Banco Central, que atualiza diariamente a cifra. Há um ano, as reservas eram de US$ 86.439 bilhões.
As reservas internacionais funcionam como uma espécie de “colchão de segurança” para o no caso de uma turbulência externa. Muitos analistas atribuem o fato do país ter sofrido menos com a crise dos créditos “subprime” (hipotecas de alto risco) ao nível histórico dos dólares em caixa.
Essas reservas compreendem depósitos, títulos, posições de reserva no FMI (Fundo Monetário Internacional), entre outros ativos financeiros. Refletem os ingressos de recursos por meio de exportações, aplicações financeiras e também as compras de dólares pelo Banco Central.
Como termo de comparação, o país com as maiores reservas em moeda estrangeira é a China, com US$ 1.43 trilhão, seguido por Japão, Rússia, Taiwan e Índia.
Câmbio contratado
A entrada de dólares no país superou os US$ 87 bilhões no ano passado, o valor mais elevado da história. Os dados do Banco Central indicam que o saldo do chamado câmbio contratado, que indica a entrada e saída de moeda estrangeira no país, ficou positivo em US$ 87.454 bilhões em 2007, contra US$ 37.270 bilhões no ano anterior.
Da movimentação de moeda estrangeira feita durante todo o ano passado, a balança comercial contribuiu positivamente com US$ 76.746 bilhões -US$ 184.764 bilhões de exportações e US$ 108.018 bilhões em importações. O chamado fluxo financeiro também ficou positivo, em US$ 10.708 bilhões, com compras de US$ 348.281 bilhões e vendas de US$ 337.573 bilhões.
O forte fluxo de moeda estrangeira ao país contribui para a baixa cotação do dólar. Na quinta-feira pela manhã, a moeda norte-americana era negociada a R$ R$ 1,763 para venda, queda de 0,45%. A cotação está no patamar mais baixo dos últimos sete anos.
Em dezembro, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 5.397 bilhões, contra saídas de US$ 3.463 no mesmo mês de 2006. No mês passado, a balança comercial contribuiu positivamente com US$ 3.276 bilhões e as movimentações financeiras com US$ 2.121 bilhões. O único mês do ano que registrou fluxo negativo foi setembro, com saídas de US$ 3 milhões.







