Auditores prontos para paralisação mais longa

Em: 19 de julho de 2012
Depois de um mês de deflagrada a operação-padrão pelos auditores fiscais da RFB (Receita Federal do Brasil), categoria anuncia que está preparada para continuar em greve
Depois de um mês de deflagrada a operação-padrão pelos auditores fiscais da RFB (Receita Federal do Brasil), categoria anuncia que está preparada para continuar em greve

Depois de um mês de deflagrada a operação-padrão pelos auditores fiscais da RFB (Receita Federal do Brasil), categoria anuncia que está preparada para continuar em greve. Apesar dos prejuízos claros da mobilização, o governo federal mantém a determinação de só apresentar uma proposta – não só aos pleitos da classe como aos dos demais servidores federais – no final deste mês.
No entanto, para o vice-presidente do Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), Marcos José Souza Neto, a possibilidade de o governo não apresentar o novo projeto na data marcada é enorme. “A avaliar pela postura adotada em 2011, é de se imaginar que mais uma vez eles (governo) vão tentar postergar a negociação até o fim do limite para a inclusão de reajustes salariais na LOA (Lei Orçamentária Anual)”, aposta, “para assim empurrarem a negociação para 2013”.
De acordo com o assessor econômico José Roberto Madeira, o impacto das operações-padrão e crédito zero nos principais setores do PIM (Polo Industrial de Manaus) e na movimentação de mercadorias exportadas e importadas têm influenciado negativamente o comportamento da economia local.
“O trânsito de mercadorias na alfândega, os atrasos nos trâmites de importações e exportações, filas e transtornos às empresas que dependem do comércio exterior” são alguns dos impasses enfrentados pela indústria e pelo comércio, diz o especialista.
A cada dia de greve mais empresários são obrigados a colocarem funcionários em férias coletivas. Segundo dados cedidos pelo Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), as indústrias do setor de eletroeletrônicos são as principais atingidas. “Não há matéria-prima para continuar a produção. Parte dos componentes utilizados é importada de outros países. Não há saída”, lamenta o representante do centro, Wilson Périco.

Situação é preocupante

O presidente da DS (Delegacia Sindical) do Sindifisco, Eduardo Toledo, garante que o funcionamento da RFB só tende a voltar ao normal quando as exigências da categoria forem atendidas. “A aprovação do FCP (Fundo do Corte do Ponto) é prova de que estamos nos preparando para um movimento que pode ser longo. O governo é que vai decidir”, destaca.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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