A Petrobras está montando uma estratégia para elevar seus ganhos em logística com a contratação em larga escala de equipamentos, passando a cobrar de empresas parceiras por serviços. Segundo fontes, a estatal quer adotar uma prática já comum no mercado, mas ainda não aplicada na companhia. No grupo EBX de Eike Batista, por exemplo, a empresa de logística LLX faz este papel. Por ter uma estrutura separada, consegue cobrar pelos serviços.
Na Petrobras, uma refinaria no Sul do País, a Refap, pode servir como veículo para esta espécie de terceirização. A proposta foi discutida na última reunião de conselho de administração da companhia. O conceito também faria parte do plano estratégico da empresa para o período 2012-2016.
A Petrobras quer aproveitar ao máximo o ganho de escala e descontos de preço obtidos com o volume gigante de suas operações, deixando de repassá-los automaticamente a parceiras sem se beneficiar por isso. A estratégia poderia ser usada, por exemplo, com sócias da Petrobras em campos de petróleo em que a estatal é operadora.
A Refap, uma unidade localizada na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, poderia ser usada por ser uma empresa controlada pela Petrobras, mas constituída como uma sociedade anônima (S.A ) em separado. A Refap sempre fez parte do Sistema Petrobras, desde que começou a operar em 1968 com o nome de Refinaria Alberto Pasqualini. Em 2001, foi criada uma S.A. para a entrada da Repsol, que passou a ter 30% do empreendimento. A parceria durou dez anos e, em 2011, foi formalizada a saída da Repsol da empresa, num negócio de US$ 850 milhões.
Com a estrutura da Refap novamente 100% Petrobras, mas ainda constituída como uma empresa em separado, seria possível implementar a estratégia para prestação de serviços logísticos a terceiros. O conselho de administração da refinaria, montado na época da parceria com a petroleira espanhola, também poderia ser dissolvido, reduzindo custos internos, segundo fontes.
A Refap se tornou a quinta maior refinaria do País depois de passar por um processo de ampliação que durou cinco anos e foi concluído em 2006, ao custo de US$ 1,281 bilhão. A capacidade foi elevada de 130 mil para 190 mil barris de petróleo por dia. Também foi ampliada a complexidade operacional para o processamento de petróleos mais pesados.
Hoje, a empresa atende aos mercados do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina, dispondo de uma complexa malha logística, já estruturada, para o escoamento e armazenagem de diferentes produtos. Com a possível reestruturação, atenderia também a outros pontos do País. A Refap também conta com estrutura para exportação.
Petrobras deverá cobrar por serviço de logística
Em: 19 de julho de 2012
A Petrobras está montando uma estratégia para elevar seus ganhos em logística com a contratação em larga escala de equipamentos, passando a cobrar de empresas parceiras por serviços
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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