Ausência do grão nacional obriga empresas a importar

Em: 9 de fevereiro de 2008
Hoje, o valor do cereal no Canadá e Estados Unidos, sem computar o frete, é R$ 120 mais caro em relação ao custo aplicado na Argentina.
Hoje, o valor do cereal no Canadá e Estados Unidos, sem computar o frete, é R$ 120 mais caro em relação ao custo aplicado na Argentina.

Hoje, o valor do cereal no Canadá e Estados Unidos, sem computar o frete, é R$ 120 mais caro em relação ao custo aplicado na Argentina.
Segundo, Fortunato Fuchio Neto, enquanto a tonelada do grão argentino sai a R$ 367,60, o trigo destes outros países é vendido em média por R$ 487,60. A Trigolar compra em torno de 15.000 toneladas mensalmente. Deste montante, cerca de 7.000 são destinadas para o consumo local e o restante fica em estoque.
A oscilação no mercado internacional foi justamente o principal problema apontado pelo presidente do Sindipan. “A carência de matéria-prima nacional­ nos coloca a mercê do pro­duto estrangeiro. Também­ precisamos lidar com a variação cambial, frete e escassez do grão no mercado mundial”, desabafou Carlos Alberto Azevedo
Além do grão argentino, a demanda local é sanada com a farinha de trigo das regiões Sul, Sudeste e principalmente Nordeste, especificamente de Forta­leza. Conforme Carlos Aze­vedo, o Brasil produz ape­nas 15% da sua necessidade de consumo.
O Sindpan conta com 83 panificadoras e confeitarias associadas. O dirigente da entidade estima que aproximadamente 6.000 empregos diretos estão sendo gerados pelo setor no Amazonas, contabilizando todas as empresas da região, sindicalizadas ou não.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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