Auxílio para vender lá fora

Em: 5 de outubro de 2014
Empresa pode acessar a câmara do mercado para o qual pretende vender
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Empresa pode acessar a câmara do mercado para o qual pretende vender

A cada dois ou três meses, a Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo promove seminários sobre as alternativas para financiar exportações, com a participação de diferentes bancos.
E os interessados em fazer negócios com o país vizinho também podem, a qualquer tempo, procurar a organização para obter informações. O presidente da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, Alberto Alzueta, diz que na questão crédito cada caso é um caso. “Não existe uma orientação única, depende de avaliar a situação de cada interessado, o cadastro junto a bancos e a capacidade de cada um em tomar financiamento”. Um levantamento feito em oito países da América Latina, a pedido da UPS, apontou o apoio dessas organizações como um dos meios mais eficazes para que pequenas e médias empresas cheguem às instituições financeiras consideradas de primeira linha. Ao buscar a câmara do país para o qual se deseja exportar, o empresário terá as informações sobre as melhores opções no Brasil e no país de interesse, afirma o presidente da FCCE (Federação das Câmaras de Comércio Exterior), Paulo Fernando Ferraz.

Crédito
As instituições financeiras também mobilizam equipes nesse sentido. O Banco do Brasil, por exemplo, oferece assessoria especializada por meio do gerente de negócios internacionais. No Santander, empresas cadastradas no Club Santander Trade podem receber orientação de especialistas de comércio exterior, que atuam na rede do banco. E para ampliar a carteira de pequenas e médias empresas, há três meses o Santander lançou o Portal Trade, por meio do qual elas participam de uma plataforma global de comércio exterior, que garante acesso a informações diversas, de mercado a legislação tributária, de 120 países. “Já estamos entre os três maiores bancos de comércio exterior junto aos clientes corporate, de grande porte. Criamos essa ferramenta para ter também essa posição junto aos pequenos e médios”, afirma o superintendente-executivo de produtos de varejo do Santander, Paulo Duailibi.
Entre as linhas de crédito ofertadas no mercado hoje, o ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) e o ACE (Adiantamento de Contrato de Cambiais Entregues) são as modalidades que oferecem as condições mais atrativas. Com recursos captados no exterior, oferecem juros compatíveis com os internacionais. As taxas são negociadas no momento da operação, com prazos de até 360 dias para cada uma das operações.
“Os clientes podem complementar sua necessidade de recursos com outras opções de financiamento”, diz o superintendente de operações Internacionais da Caixa Econômica Federal, Hélio Shinohara.
Apesar das taxas atrativas, o superintendente-executivo de câmbio do Bradesco, Danir Luiz Schaurich, recomenda que o interessado busque antes garantir uma regularidade nas exportações. Isto porque são linhas especiais nas quais não incide, por exemplo, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e devem ser quitadas pelo importador. Caso contrário, são descaracterizadas como um adiantamento de contrato de câmbio e o tomador dos recursos pode ter de pagar multas e encargos.
Segundo a superintendente de comércio exterior do BNDES, Luciene Machado, no acumulado dos últimos cinco anos, as empresas de pequeno e médio porte responderam por 30% das operações de crédito feitas para exportação com recursos da instituição. Foram 780 empresas atendidas neste período, 244 com faturamento bruto de até R$ 90 milhões.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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