Balança positiva e ameaça de resultados negativos por causa da greve

Em: 22 de abril de 2008

Embora o saldo da balança comercial brasileira tenha fechado a terceira semana de abril com saldo negativo de 63,7% em relação ao resultado para o mesmo período de 2007, motivada pelo crescimento das importações, a economia do Amazonas continua firme, apresentando números positivos. De acordo com o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), somadas as exportações e importações, o salto da balança foi de 44,85% – US$ 2.39 bilhões (2008) contra US$ 1.65 bilhões (2007).
Nem a queda do dólar ou a prolongada greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que já dura 36 dias e causa enormes prejuízos ao país foram suficientes para abalar a forte economia do Pólo Industrial de Manaus. Embora as lideranças empresariais locais temam uma reação negativa nos próximos meses. A greve, segundo elas, está engessando a economia.
Executivos acham que ainda é cedo para sentir os impactos da greve, uma vez que as indústrias sustentaram a produção com os estoque de que dispunham. Mas esses começam a decair e a situação promete ficar crítica em breve, se não houver logo uma negociação positiva entre os auditores e o governo federal.
Na balança amazonense as importações ganharam fôlego adicional de 47,59% – US$ 2.14 bilhões (2008) contra US$ 1.45 milhões (2007). Mas as exportações também registraram desempenho positivo, com 25,73% de crescimento, passando de US$ 199,39 milhões (2007) para US$ 250,70 milhões (2008).
Em meio à crise e a ameaça de queda na produção industrial, surge como novidade os concentrados de bebidas fortalecendo as exportações locais. As indústrias do setor no PIM tiveram alta de 18,56% no trimestre, faturando US$ 39.16 milhões. O motivo, a pressão mundial de demanda provocada pelos alimentos.
O temor empresarial quanto ao prolongamento da greve dos auditores soma-se aos fatores estruturais para inibir o potencial do Estado. Um deles é a lamentável condição da infra-estrutura portuária e de transporte de cargas na região, que inibe as exportações e prejudica a distribuição dos produtos made in Zona Franca para o território nacional.
Porém o momento de crise pode ser a hora adequada para se repensar a questão da infra-estrutura de transporte e logística regional e se criar condições para alavancar o pólo industrial.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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