Bancários ameaçam nova greve

Em: 25 de julho de 2012
O Amazonas pode enfrentar uma nova greve nos próximos meses. Isso porque os bancários do estado vão pedir reajuste salarial e melhores condições de trabalho junto à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) nos próximos dias 3 e 4 de agosto
O Amazonas pode enfrentar uma nova greve nos próximos meses. Isso porque os bancários do estado vão pedir reajuste salarial e melhores condições de trabalho junto à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) nos próximos dias 3 e 4 de agosto

O Amazonas pode enfrentar uma nova greve nos próximos meses. Isso porque os bancários do estado vão pedir reajuste salarial e melhores condições de trabalho junto à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) nos próximos dias 3 e 4 de agosto.
Se as reivindicações não forem atendidas até o término do prazo de negociação, no dia 1º de setembro, o presidente do Seebam (Sindicato dos Bancários do Amazonas), Nindberg Barbosa não descarta a possibilidade de greve por parte da categoria.
“Desde 2003 todas as nossas reivindicações só foram acatadas após movimentos paredistas dos trabalhadores. Este ano vamos entregar a pauta com as propostas fechadas até dia 15 de agosto. Se até o início de setembro nada for definido entraremos em greve novamente, se for o caso”, afirmou.
Dando sequência às reivindicações do ano passado, os bancários devem pedir a correção da inflação acumulada no ano, aumento real de 5% nos salários e maior participação no lucro das entidades financeiras.
Além disso, o representante do sindicato destaca que a contração de mais funcionários é a principal queixa do segmento.
Atualmente, segundo ele, o Amazonas possui 3,3 mil empregados trabalhando nos bancos do estado. O deficit de funcionários é de 30%. “Precisaríamos de pelo menos mais mil bancários para atender a população de forma justa e respeitar a jornada definida pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) de seis horas diárias, o que não tem ocorrido na prática”, defende.
Nindberg lembra ainda que em 2011 a greve do setor paralisou por 70 dias – parcial ou integralmente – as atividades bancárias do estado e que espera por negociações mais ‘brandas’ este ano.

Em 2011

No fim de setembro do ano passado, 100% das agências bancárias de Manaus interromperam os serviços ou trabalharam com número reduzido de funcionários. Apenas os serviços de auto-atendimento e os caixas eletrônicos seguiram funcionando. No dia 26 de setembro, primeiro dia de paralisação, cerca de 80% das agências bancárias da capital amazonense fecharam as portas ou funcionaram precariamente.
Cerca de 1.600 funcionários aderiram ao movimento grevista que durou cerca de um mês no estado.
A proposta dos bancários era de reajuste de 12,8%, o que representava 5% de aumento real nos ganhos e maior participação no lucro das entidades financeiras.
Os bancos, por sua vez, ofereceram inicialmente 8% de aumento sobre salários e participação nos lucros com aumento real de 0,56%.
Com as negociações chegou-se a um reajuste de 9% (1,5% de ganho real) e sobre o piso salarial, o reajuste foi de 12% (4,3% acima da inflação do período).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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