Paralisação afeta indústria local

Em: 25 de julho de 2012
Está marcada para hoje a paralisação nacional dos caminhoneiros e motoristas de carretas de todo o país. Caso haja a adesão do Amazonas, o movimento grevista compromete o transporte de cargas no Estado e pode trazer prejuízos incalculáveis para o PIM
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Está marcada para hoje a paralisação nacional dos caminhoneiros e motoristas de carretas de todo o país. Caso haja a adesão do Amazonas, o movimento grevista compromete o transporte de cargas no Estado e pode trazer prejuízos incalculáveis para o PIM

Está marcada para hoje a paralisação nacional dos caminhoneiros e motoristas de carretas de todo o país. Caso haja a adesão do Amazonas, o movimento grevista compromete o transporte de cargas no Estado e pode trazer prejuízos incalculáveis para o PIM.
“As empresas que trabalham com fornecedores locais serão fortemente impactadas ao longo do dia e os produtos fabricados não poderão ser despachados comprometendo entregas e faturamento”, avaliou o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco.
Caso a greve se prolongue por mais dias, o representante disse não poder calcular as perdas.
O presidente do Setcam (Sindicato das Empresas de Agenciamento de Cargas, Logística e Transportes Aéreos e Rodoviários de Cargas do Estado do Amazonas), Raimundo Nonato afirmou que caso todos os trabalhadores do setor cruzem os braços hoje os maiores reflexos de falta de abastecimento nas fábricas deve começar a ser sentido após dez dias, ou seja, a partir o dia 4 do próximo mês.
“Mas não acredito que o movimento terá adesão o suficiente para causar grandes estragos há uma divergência na própria categoria que deve impedir a greve de ir em frente”, opinou.
O secretário-geral do Sindccaceam (Sindicato dos Caminhoneiros e Carreteiros, Autônomos de Carga do Estado do Amazonas), Sérgio Alexandre, diz que a paralisação faz parte de uma pauta nacional da categoria, mas esclarece que o sindicato do Amazonas discorda da pauta geral e não deve aderir ao MUBC (Movimento União Brasil Caminhoneiro).
No entanto, ele informa que existem sim reivindicações locais já encaminhadas à Câmara Municipal, à prefeitura e ao governo estadual. “Caso não haja acordo, vamos parar”, alertou ele.
Ele não revelou onde será a concentração dos trabalhadores, mas adiantou que a parada vai ocorrer em vários pontos estratégicos durante o dia e que a expectativa do sindicato é de adesão total por parte dos trabalhadores.

Cobranças

Uma das cobranças locais, direcionada para a Câmara municipal diz respeito a uma espera de seis meses para a realização de uma audiência pública. O objetivo do encontro é exigir uma lei municipal sobre o transporte de cargas. “Não há na Lei Orgânica do Município, uma única cláusula para tratar o assunto, o que dificulta enormemente a realização da atividade”, lamenta.
Outra reclamação, desta vez destinada à prefeitura, de acordo com Sérgio Alexandre, é a cobrança da Semmas (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade) da ‘Taxa Fumaça’. “Chegamos a pagar R$ 1.500 só para conseguir o certificado de veículo não poluente. A taxa é abusiva”, enfatizou.
O preço do emplacamento também será questionado junto ao órgão municipal.
No âmbito estadual, as reivindicações serão junto ao Detran (Departamento de Trânsito) por mais fiscalização quanto a segurança do transporte e no nacional junto à ANTT (Agência Nacional de Transporte de Carga) será buscada a normatização do valor do frete.
As duas queixas são em função da concorrência desleal entre os caminhoneiros, segundo explica o secretário-geral. “Quase 70% das carretas estão em sem condições de uso. Já tivemos mais de seis acidentes com containers no último mÊs. Mas o frete cobrado por profissionais que trabalham com esses equipamentos antigos custa menos da metade do preço. Tem empresas que cobram R$ 580 e outras que cobram R$ 250. É nisso que precisamos colocar regras”.
O representante informou ainda que a audiência com a câmara municipal já foi marcada e que outras respostas já começam a ser recebidas. “A greve só deve estourar se amanhã não houver nenhum acordo. Neste caso, prolongaremos a paralisação”, concluiu.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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