Bancários entram em greve hoje

Em: 19 de setembro de 2013
Categoria reivindica reajuste de 11,93% e aumento da PlR de 5% para 15%
Categoria reivindica reajuste de 11,93% e aumento da PlR de 5% para 15%

Os bancários do Amazonas decidiram, na tarde desta quarta-feira (18), aderir à greve nacional com início a partir de zero hora desta quinta-feira (19). A decisão foi tomada em assembleia geral realizada ontem na sede da entidade. A expectativa da categoria é que as agências bancárias permaneçam fechadas até que o sindicato patronal atenda às reivindicações.
A diretora jurídica do SEEB/AM ( Sindicato dos Empregados dos Estabelecimentos Bancários do Amazonas), Ana Maria Milério, explicou que, a entidade local endossa a pauta nacional de reivindicações. Os bancários querem reajuste de 11,93% –com ganho real de 5% –, a contratação de mais funcionários, o fim do assédio moral, política de incentivo de capacitação, fim das metas abusivas e o aumento da Participação nos lucros.

Contraproposta

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) ofereceu apenas a reposição da inflação, com um reajuste de 6,1%. A proposta foi rejeitada. Em todo o país, a categoria conta com 500 mil trabalhadores. No Amazonas, há aproximadamente 2,8 mil bancários, sendo 1,7 apenas na capital.
Ontem, representantes do SEEB/AM estiveram na Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas), onde explicaram aos parlamentares os motivos da greve. A entidade argumenta que o setor bancário é um dos mais pujantes da economia, acumulando resultados extremamente positivos, sem que isso se reflita em melhores condições para os trabalhadores. Nos últimos cinco anos, os ativos do setor cresceram 89%, passando de R$ 3 trilhões para R$ 5,7 trilhões, o que equivale a 126% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.
Segundo informações do Sindicato, a paralisação da categoria não ficará restrita à capital. Em Maués, Manacapuru e Itacoatiara, por exemplo, funcionários da Caixa já anunciaram adesão ao movimento.

Alternativas

Com as agências fechadas, os clientes que precisarem realizar operações como pagamentos, transferências e depósitos poderão utilizar os caixas eletrônicos, correspondentes bancários ou a internet. “A dica para os clientes é não ir ao banco, mas tentar resolver o que for possível por esses outros canais”, disse a diretora Ana Maria Milério.
Como, no Amazonas, os Correios anunciaram o fim da sua greve ontem, o Banco Postal, que é uma parceria entre o Banco do Brasil e os Correios, também é uma opção. São 24 unidades na capital e 65 no interior. O problema é que há limites operacionais: quem não é cliente do Banco do Brasil só pode movimentar até R$ 1,5 mil para pagamentos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar