O banco mais uma vez agiu para evitar que a crise imobiliária em curso no país -agravada a partir de agosto pela crise no mercado de hipotecas de risco- ultrapasse o limite do setor financeiro e atinja a economia como um todo.
Se os efeitos chegaram à economia real, no terceiro trimestre, ao menos, isso não ficou tão evidente: o Departamento do Comércio informou hoje –em caráter preliminar- que o PIB (Produto Interno Bruto) americano cresceu 3,9% entre julho e setembro (dado anua-lizado), acima dos 3,8% registrados entre abril e junho.
Além disso, os gastos dos consumidores contribuíram com 2,11 pontos percentuais paro resultado do PIB, contra uma contribuição de 1 ponto percentual no segundo trimestre. O crescimento dos gastos com bens duráveis (com durabilidade prevista de ao menos três anos) foi de 4,4%, contra 1,7% no trimestre anterior; já os gastos com bens não-duráveis (como alimentos e vestuário) cresceram 2,7%.
Mesmo assim, os movimentos nos índices de inflação, se não chamaram a atenção do Fed nesta reunião, podem voltar a assumir o centro das atenções na reunião programada para 11 de dezembro (a última do ano). O departamento informou ontem que o núcleo do índice de inflação atrelado à leitura do PIB subiu 1,8% entre julho e setembro, contra alta de 1,4% no trimestre imediatamente anterior. O banco considera adequado uma taxa de 2%.
No mês passado, os preços ao consumidor tiveram a maior alta desde maio, subindo 0,3% -superou as previsões, que eram de alta de 0,2% (o núcleo da inflação, no entanto, subiu 0,2%, em linha com o esperado por economistas e investidores). Os preços da energia devem ganhar força: com a proximidade do inverno no hemisfério Norte, o consumo de combustível para calefação cresce de modo significativo, o que pode sinalizar maior pressão sobre os estoques de petróleo do país -os preços do produto subiram 0,9% em setembro.
Ainda que a inflação possa vir a se tornar um obstáculo a mais cortes de juros do Fed, os indicadores econômicos americanos mostram que o desempenho da economia vem desacelerando: a confiança do consumidor, por exemplo, registrou queda neste mês, ficando em 95,6 pontos -nível mais baixo desde outubro de 2005. Para a diretora de pesquisa do Conference Board Lynn Franco, os consumidores estão ficando mais pessimistas quanto ao cenário de curto prazo “e isso sugere um fim de ano menos eufórico”.
Imobiliário mostra recuperação
O indicador referente à confiança nas condições atuais caiu para 118.8 pontos no mês de outubro(contra 121,2 um mês antes) e o indicador de expectativas para os próximos seis meses registrou queda para 80,1 pontos (contra 85 de setembro).
O mercado imobiliário americano mostrou recuperação em setembro – com uma alta de 4,8% nas vendas de casas novas, chegando à taxa anualizada de 770 mil unidades-, mas o aumento só ocorreu depois que o resultado de agosto foi revisto para baixo -estimado inicialmente em uma taxa anualizada de 795 mil unidades, o dado foi revisto para 735 mil unidades, menor ritmo de vendas em 11 anos. Na comparação com setembro de 2006, as vendas caíram 23,3% no mês passado.
Consumo e exportações sobem e PIB cresce 3,9% no 3º trimestre
A economia americana registrou um crescimento (anualizado) de 3,9% no terceiro trimestre, segundo estimativa inicial divulgada pelo Departamento do Comércio.
O resultado foi o maior desde o registrado no primeiro trimestre do ano passado, quando o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 4,8%.
O índice de inflação atrelado à leitura do PIB mostrou que os preços ao consumidor recuaram, para uma alta de 1,7%, contra os 4,3% registrados no segundo trimestre. O núcleo do índice (que exclui os preços de alimentos e energia), no entanto, mostrou alta de 1,8% entre julho e setembro, contra alta de 1,4% no trimestre imediatamente anterior.
Os gastos dos consumidores ajudaram o PIB a registrar crescimento no trimestre passado, segundo o departamento, com avanç







