O Banco da Amazônia entrou definitivamente na era digital, eliminando o uso do papel em seus processos. Hoje o atendimento é online ou presencial nos caixas eletrônicos. Com recursos na ordem de R$ 771,96 milhões, para atender empreendimentos em todo o estado do Amazonas, neste ano, surgiu há preocupação com a segurança, tanto da informação quanto do cliente, resultando em investimentos em novas tecnologias e novas parcerias. Para se ter uma ideia, o banco disponibiliza cerca de R$ 1 milhão por ano, em manutenção e atualização de 56 ATMs, instaladas nas 14 agências, distribuídas entre os municípios do Amazonas e Roraima, área de abrangência da superintendência regional do Banco da Amazônia, com sede em Manaus (AM).
Em média, cada agência conta com quatro ATMs (Automatic Teller Machin), num total de 56 unidades interligadas ao sistema TecBan (banco 24 horas). Uma máquina dessas demanda uma manutenção anual superior a R$ 20 mil, um investimento na ordem de R$ 1 milhão/ano. A tecnologia antifurto é a mais atual, detectando a violação e inutilizando as cédulas.
Segundo o superintendente do Banco da Amazônia Regional Amazonas e Roraima, Miguel Nuno Seiffert Simões, o banco está avançando em processos e análises online. O resultado é o ganho de velocidade e um impacto direto com a redução do custo de deslocamento de papel. “Estamos diminuindo ao extremo o papel fixo. Tudo é feito de forma interativa via internet. Não há mais necessidade de tramitar papel físico no banco”, destacou o superintendente.
O desenvolvimento dos primeiros softwares foi realizado através de parceira com a Cobra Tecnologia. Hoje o banco trabalha com sua equipe técnica capacitada em TI (Tecnologia da Informação) com objetivo de avançar nessa área. “Nós também contamos com uma empresa terceirizada trabalhando dentro banco, no suporte técnico”, completou Seiffert. O Banco da Amazônia já trabalha com o sistema Mobile Bank, um aplicativo personalizado para uso em aparelho celular.
ATM Seguro
O Banco da Amazônia instalou kits de tecnologia anti-skimming desenvolvida pela Perto S.A., empresa 100% nacional, instalada em Gravataí (RS). Cada kit proporciona um aumento de segurança e evita fraudes nos caixas eletrônicos. A tecnologia possui sensores especiais posicionados estrategicamente nos ATMs que detectam a presença de quaisquer dispositivos sobrepostos no painel do equipamento. “Estes dispositivos maliciosos são colocados por fraudadores e o sistema, ao identificá-los, retira o equipamento de funcionamento e impede a fraude”, explicou o diretor comercial da Perto, André Figueiredo.
No entanto, o superintendente regional do Banco da Amazonas, acredita que aliar a tecnologia existente no mercado às novas formas de combater a invasão dos caixas eletrônicos inutilizando as cédulas, traz mais segurança para o banco e para o cliente. “Inclusive ao haver qualquer violação, a ATM solta tinta sujando as cédulas. Essas cédulas tem que ser retiradas de circulação porque elas passam a não ter mais nenhum valor”, explicou Seiffert.
Apesar da tecnologia de marcar as cédulas não ser recente, mas aliada ao sistema atual de detecção de violação da ATM, ainda é uma forma eficaz de combater a invasão. “O banco está adotando essa tecnologia de marcar as cédulas inutilizando-as. Isso não é recente, essa tecnologia já existe, no mínimo, há uns três ou quatro anos, mas ratifico que é eficiente”, concluiu o executivo do Banco da Amazônia.
Fase expansionista
Em Manaus, o Banco da Amazônia conta com três agências onde funcionam 12 ATMs. O banco possui um plano de expansão que visa criar mais uma agência na capital amazonense, para atender à zona leste da cidade e outra em Rorainópolis (RR). “O banco está numa fase expansionista, ou seja, tem uma demanda por créditos e o banco precisa ampliar a sua capilaridade”, explicou Miguel Seiffert.
O Banco da Amazônia tem previsto para o Amazonas investimentos na ordem de R$ 771,96 milhões, neste ano, sendo R$ 642,2 milhões do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) e R$ 129,76 milhões de crédito de sua carteira comercial, recursos esses que atenderão empreendimentos de todas as regiões do Estado. “Esperamos investir em toda base produtiva do Amazonas, do extrativismo mineral à produção madeireira, do agronegócio, com ênfase na pecuária, produção de grãos, fruticultura, pesca, às culturas industriais e ao turismo”, ressaltou Seiffert.
Entre os projetos sustentáveis prioritários para o Estado do Amazonas estão o de construção naval que beneficiará os municípios de Manaus, Itacoatiara, São Sebastião do Uatumã, Barcelos, Iranduba Novo Airão e Manacapuru, por meio da aquisição de grupos geradores e instalações elétricas, de ativos imobilizados para infraestrutura de produção e aquisição de financiamento para produção de bens finais.
Em todo o Estado serão beneficiados os projetos de produção de pesca e piscicultura através de ações que vão desde a construção de tanques à construção de fábricas de gelo e de unidades de beneficiamento e estocagem de pescado.
Mesorregiões
No que concerne aos investimentos e realização de negócios sustentáveis nas mesorregiões e microrregiões as oportunidades englobam, por exemplo, desde a pecuária de corte e de leite, passando pelo extrativismo, agricultura, pesca artesanal e fruticultura. Há investimentos previstos, ainda à piscicultura, ao setor industrial, sendo os polos de duas rodas, metalúrgico, eletroeletrônico, construção civil, naval, turístico e fitoterápico/fitocosmético, extensivo ao turismo ecológico.
Quanto aos APLs (Arranjos Produtivos Locais), o Banco da Amazônia selecionou, dentre outros APLs, investir na construção naval, abrangendo a região metropolitana de Manaus e os municípios de Parintins e São Sebastião do Uatumã através da Extensão do Linhão de Tucuruí para o Polo Naval, a geração e distribuição de energia nos polos industriais, bem como apoio financeiro à atividade da construção e comercialização de embarcações de todos os portes e formação e qualificação profissional por meio das instituições parceiras.
Segundo Seiffert, o Banco da Amazônia está otimista em relação à aplicação desses investimentos, a despeito da conjuntura econômica do país onde palavras como crise e retração estão na ordem do dia dos investidores e do mercado. “A aposta é na ousadia dos empreendedores que devem seguir procurando o banco para a ampliação de seus negócios”, finalizou.






