BC aposta em política fiscal para enfrentar crise

Em: 11 de agosto de 2011
O Banco Central espera ainda um período prolongado e sujeito a “sobressaltos” de baixo crescimento na economia mundial, mas avalia que o Brasil pode ter um diferencial por conta da sua política fiscal
O Banco Central espera ainda um período prolongado e sujeito a “sobressaltos” de baixo crescimento na economia mundial, mas avalia que o Brasil pode ter um diferencial por conta da sua política fiscal

O Banco Central espera ainda um período prolongado e sujeito a “sobressaltos” de baixo crescimento na economia mundial, mas avalia que o Brasil pode ter um diferencial por conta da sua política fiscal. O presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou ontem que a situação das contas públicas nos países desenvolvidos ainda vai demorar a voltar ao nível anterior a 2008. Isso vai demandar ainda injeção de recursos nessas economias, o que vai contribuir para “um nível amplo de liquidez global” e juros baixos no exterior.
“Não sabemos quais os eventos que acontecerão, porque não temos bola de cristal, mas o mundo crescerá menos do que se supunha”, afirmou. “Temos um período prolongado, e essa trajetória pode estar sujeita a sobressaltos”.
Em relação ao Brasil, afirmou que o país conta com uma melhora na sua política fiscal, e que a economia vai crescer nesse período de maior incerteza internacional.
“Não podemos fraquejar, temos de avançar. Daqui a dois anos, quando essa situação for melhor, teremos tido um período de crescimento da economia brasileira e seguiremos fortalecidos”, afirmou.

Sistema capitalizado

Tombini acrescenta que o sistema financeiro está bem capitalizado, o crédito cresce a uma velocidade “até robusta” e que a inclusão de novos consumidores à classe média vai ajudar a manter o crescimento do país.
“Temos um mercado doméstico, uma classe consumidora no país. É uma fortaleza que serviu à crise de 2008. E não será diferente se houver uma agudização do cenário daqui pra frente”, garantiu.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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