O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, disse ontem que tem assistido as intervenções do governo, principalmente em derivativos, com preocupação. “Vejo o pacote de duas semanas atrás com certa violência”, afirmou, em evento com a imprensa para apresentação dos resultados do segundo trimestre de 2011.
O pacote daria ao CMN (Conselho Monetário Nacional) “poder de intervenção sem limites, considerando que já temos esses mercados regulados” pelo Banco Central e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). “Regulação essa que foi exemplo para o mundo em 2008”, observou o dirigente.
BM&FBovespa, Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos) procuraram o governo para discutir as questões. O dirigente lembrou que o governo, de forma objetiva, busca combater a apreciação do real, mas salientou que a operacionalização das medidas anunciada há duas semanas é bastante complexa.
Sem proposta
Edemir Pinto disse que, no momento, não foi levada nenhuma proposta ao governo federal, mas as entidades apostam na sensibilidade do Executivo federal. “Estamos sentido receptividade”, comentou, sem comentar que tipo de receptividade seria essa.
Ele acrescentou que as medidas prejudicam não somente o mercado, mas também os exportadores, que já têm procurado a bolsa para conversas sobre custos de hedge.







