BC descarta aumento nos preços da gasolina e gás

Em: 13 de março de 2008
Crise dos EUA pode gerar novas inadimplências junto às instituições financeiras do país
Crise dos EUA pode gerar novas inadimplências junto às instituições financeiras do país

Os riscos de uma desaceleração mundial estão mais evidentes e a atual situação norte-americana pode gerar novas elevações da inadimplência, com impacto sobre a atividade econômica global.
A avaliação é do Copom (Comitê de Política Mone-tária) do Banco Central, que atribui ainda ao preço das commodities a elevação das pressões inflacionárias. “A desaceleração da economia dos Estados Unidos, as flutuações nos mercados financeiros e de capitais e os efeitos dos desdobramentos dos preços das commodities elevaram os riscos de retração na economia mundial’’, diz a ata da última reunião do Copom.
Para o Copom, a atual situação econômica dos Estados Unidos pode gerar novas inadimplências junto às instituições financeiras do país, o que terá como conseqüência uma maior restrição ao crédito e o enfraquecimento da atividade econômica.
Na avaliação do colegiado, houve uma desaceleração na economia norte-americana no final de 2007 e há indicações de uma contração na produção no primeiro trimestre deste ano.
O Copom ressaltou ainda que o aumento do preço das commodities nesse início do ano, em particular do petróleo, determinaram uma piora na inflação, o que impede que os bancos centrais façam reduções de juros para enfrentar a crise financeira.
“Os índices inflacionários não demonstraram qualquer arrefecimento que dê aos bancos centrais mais espaço de manobra para efetuar o afrouxamento monetário necessário para enfrentar o agravamento da crise financeira e de suas repercussões sobre a economia real.’’
O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, na semana passada, manter a taxa básica de juros em 11,25% ao ano. Foi a quarta manutenção consecutiva.
Apesar de um cenário mais pessimista em relação à economia mundial, o Copom avalia o balanço de pagamentos brasileiros -que representa todas as operações do Brasil com o exterior- não irá apresentar riscos para a trajetória de inflação, embora admita que uma desaceleração mundial terá efeitos diferentes na atividade econômica do país.
Os fatores positivos seriam a redução das exportações, o que significaria maior capacidade de atender a demanda interna, e a redução do preços de algumas commodities, o que teria um efeito sobre os preços.
Por outro lado, o Copom lembra que a desaceleração de “economias maduras’’ faz aumentar a aversão ao risco, reduzindo a procura por ativos brasileiros, e a redução das exportações também causaria o mesmo efeito sobre esses preços.

Aquecimento da economia

Os sinais de aquecimento da economia e a elevação das expectativas de inflação levaram os diretores do Banco Central a estudar um ajuste na taxa básica de juros. Esse ajuste iria colaborar para que as projeções inflacionárias para este ano e para 2009 ficassem dentro da trajetória de metas.
“Nesse contexto, o Comitê discutiu a opção de realizar, neste momento, um ajuste na taxa básica de juros. Um ajuste da taxa básica de juros contribuiria para reforçar a ancoragem das expectativas, não apenas para 2008, mas também no médio prazo, e para reduzir o descompasso entre as trajetórias da demanda e oferta agregadas. Entretanto, prevaleceu o entendimento de que, neste momento, o balanço dos riscos para a trajetória prospectiva central da inflação justificaria a manutenção da taxa básica em seu patamar atual”, relata a ata do Copom.
O Comitê de Política Monetária decidiu, na semana passada, manter a taxa básica de juros em 11,25% ao ano. Foi a quarta manutenção consecutiva.

Reajuste da gasolina e do gás é descartado neste ano

A cotação do barril do petróleo ultrapassou os US$ 110 e está no patamar mais elevado da história. Ainda assim, o Banco Central avalia que os preços da gasolina e do gás de cozinha (bujão) não sofrerão aumentos no decorrer do ano. O cenário já contempla as incertezas em relação ao preço dessa commodity.
“Cabe assinalar, entretanto, que, independentemente do comportamento dos preços domésticos da gasolina, deve-se reconhecer que a elevação co

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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