Berço de ideias e negócios inovadores

Em: 7 de outubro de 2016
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A princípio criadas para abrigar as inúmeras empresas de TI que fervilham no ecossistema empreendedor de Manaus, as incubadoras (em instituições privadas ou públicas) abriram as portas para outros modelos de negócios inovadores e tornaram-se o lar de ideias, serviços e produtos que buscam um lugar ao sol. A escolha por uma incubadora tem entre outras vantagens para startups e pequenas e médias empresas, a facilidade de ter em um mesmo ambiente diferentes serviços administrativos, de assessoria técnica, jurídica, contábil, financeira e gestão. Essas facilidades tornam as incubadoras o lugar perfeito para o jovem programador, designer, administrador, estudante e qualquer empreendedor ou ‘wanna-be’ se motivar, aprender, trocar ideias e crescer, somando a experiência dos demais e compartilhando as suas.
Atuando desde 2002, a Incubadora de empresas de Base Tecnológica do Inpa foi criada para fomentar o desenvolvimento e inovação tecnológica de pesquisas, produtos e serviços. Baseado nisso, a incubadora firma parcerias com empresas que possuem esse perfil com o objetivo de aproximar a ciência do setor produtivo e fazer com que esses produtos e serviços cheguem à sociedade.
De acordo com a coordenadora da Ceti (Coordenação de Extensão Tecnológica e Inovação), Noélia Falcão, a finalidade da Incubadora do Inpa é contribuir para a criação, desenvolvimento e maturidade de empreendimentos, focando os eixos de empreendedorismo, tecnologia, capital, mercado e gestão, de modo a assegurar o seu fortalecimento e competitividade. O foco de atuação da incubadora são negócios voltados à Biodiversidade, Dinâmica Ambiental, Tecnologia e Inovação, e Sociedade, Ambiente e Saúde.

Cases de sucesso

Entre as incubadas no Inpa, algumas já colecionam sucessos, como a Hdom Engenharia e a Delicatessem Pescados contempladas pelo programa Tecnova, um programa federal de subvenção econômica para inovação de micros e pequenas da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas) em conjunto com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Em 2014, as duas empresas compartilharam juntas os recursos financeiros do programa. A Finep disponibilizou um aporte de R$ 9 milhões e a Fapeam, R$ 4,5 milhões.

Pequenas dentro de gigantes
É grande também o interesse de multinacionais em incentivar pequenas empresas. Em Manaus a coreana Samsung mantém um centro de desenvolvimento e capacitação tecnológica, batizado de Samsung Ocean (a multinacional mantém outra sede em São Paulo). Para o coordenador do Ocean, Eduardo Conejo, “Objetivo é transformar ideias em protótipos funcionais”, disse.
A multinacional seleciona pequenos grupos, com quatro a cinco pessoas, que querem iniciar uma startup e algumas destas já desenvolveram vários aplicativos e jogos que estão disponíveis no mercado.

Comunidade

Com o boom do empreendedorismo amazonense foi necessário a criação de uma comunidade que reunisse as incubadoras que por sua vez reuniam startups, aceleradoras e consultorias. A comunidade Jaraqui Valley (brincadeira com o Silicon Valley nos EUA), criada há pouco mais de dois anos, agregou empreendedores digitais e criou um circuito de eventos que têm a inovação como foco. “Pela primeira vez estamos reunidos em uma única comunidade, trabalhando em vários eventos pela cidade”, afirma o empresário Marcelino Macedo.
O Jaraqui Valley atua em um modelo colaborativo de forma que todas as Empresas, Empreendedores e Investidores, participam das atividades da comunidade de eventos, meetups, ou mesmo indicando demandas de pessoal ou negócios que possam ser encontradas ou resolvidas entre as outras empresas da rede, explica o cofundador do Jaraqui Valley, Daniel Goettenauer. “A ideia é agregar a todos os envolvidos, investidores, startups e pessoas e entidades que flutuam nesse universo empreendedor. Nossa essência é ser essa comunidade livre e sempre disponível a todos os empreendedores digitais ou curiosos que apenas querem saber o que é esse Jaraqui”, resume. Atualmente a comunidade Jaraqui Valley abriga cinco incubadoras e 55 startups, além de aceleradoras, coworkings, consultorias e hackerspaces.

Estrutura e apoio

A comunidade unida garante estrutura e apoio a quem quer começar uma startup. Startups que estejam localizadas ou foram fundadas no Amazonas e buscam complementar sua equipe (sócios e funcionários), capacitação, oportunidades de novos negócios, investimento e etc. são bem-vindos a comunidade, assim como quem busca novos parceiros para ideias. “Fazemos essa ponte entre desenvolvedores e investidores, fortalecendo o segmento. Contamos ainda com o apoio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas) que tem se adaptado a esse novo formato de negócios e nos ajuda quando a formalização é necessária”, conta Goettenauer.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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