Manaus só deve voltar a ser abastecida com os tijolos produzidos em Iranduba (a 34 km de Manaus, em linha reta) a partir de terça-feira, 12, segundo estimativa do Sindicato das Indústrias de Olarias de Manaus. O município enfrenta problemas com abastecimento de energia há uma semana.
O polo oleiro, que hoje possui 15 fábricas, vende diariamente em torno de 500 mil tijolos à capital. Conforme a presidente da entidade, Hyrlene Batalha, a construção civil deve ser a mais prejudicada pela escassez do produto. “Se a indústria continuar sem energia, a construção civil de Manaus vai parar”, alertou.
O provável impacto dessa realidade ainda não é fonte de preocupações para o vice-presidente do Sinduscon/AM (Sindicado da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas), Frank Souza do Carmo. O dirigente disse não estar a par da situação e que o assunto ainda será tratado pelos empresários. “Ainda iremos tratar desse problema durante nossa reunião do sindicato, hoje. Até agora não tenho um posicionamento sobre isso”, comentou Carmo.
Engenheiro de obras, Jorge Luiz, avalia que a falta de abastecimento de tijolos ainda não está afetando as obras em andamento. Segundo ele, o prazo estipulado por Hyrlene Batalha não deverá gerar escassez de tijolos na capital. “Os preços, até agora não sofreram mudanças. Por enquanto, a falta de tijolos ainda não nos preocupa”, amenizou Luiz.
Na quinta-feira, 29, Iranduba ficou sem energia desde às 21h e só começou a ser regularizada no sábado, 2, porém só em alguns pontos da cidade. Por meio da assessoria de imprensa, a Amazonas Energia informou que o problema foi ocasionado por um cabo rompido no subterrâneo do Rio Negro.
A concessionária trabalha com a hipótese de que talvez o rompimento tenha ocorrido nas proximidades onde houve o acidente da ponte sobre o Rio Negro. Por enquanto e empresa enviou ao município dez geradores elétricos para fornecer 15 mil quilo volts.
Na segunda-feira, 4, enquanto os técnicos da empresa tentavam instalar os geradores, houve uma pane em dois dos equipamentos. “A Amazonas Energia havia nos comunicado para ligarmos as luzes das fábricas às 18h. Mas, com essa falha, tivemos de ligar tudo só às 20h”, informou o presidente da Aceram (Associação de Ceramistas do Estado do Amazonas), Sandro Santos.
Manacapuru também
Santos acrescentou que as indústrias do município vizinho a Iranduba, Manacapuru (localizado a 68 km de Manaus, em linha reta), também foram afetadas pela falta de energia. “O setor ainda não mediu o quanto tivemos de prejuízo com o problema. Nossa maior preocupação é com a energia. Depois que estiver regularizado, vamos contabilizar isso. Cerca de 90% das fábricas tiveram sua produção afetada”, finalizou.






